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EU, TONHÃO MOURA, ESPERO QUE ESSE BLOG POSSA TIRAR SUAS DUVIDAS E MATAR CURIOSIDADES SOBRE O FANTÁSTICO MUNDO DO CARNAVAL. NOSSAS MATÉRIAS SÃO COLHIDAS DOS MELHORES SITES DA INTERNET.

terça-feira, 20 de julho de 2010

QUARTA FEIRA DIA 21 SERÁ O SORTEIO DA ORDEM DO DESFILE DAS ESCOLAS DE SAMBA DE CABO FRIO


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O regulamento diz o seguinte, a escola campeã do grupo especial de 2010 tem o direito de escolher a ordem que vai desfilar em 2011.
Já a escola campeã e vice-campeã do grupo de acesso de 2010, abrirão o desfile do grupo especial em 2011, e a escola campeã que desfilou na comunidade abrirá o desfile do grupo de acesso.
Sendo assim a ordem será a seguinte:

Grupo de Acesso:

Sábado

1°- ACADÊMICOS DO JARDIM ESPERANÇA
2°- SORTEIO
3°- SORTEIO
4°- SORTEIO
5°- SORTEIO

Grupo Especial:

Domingo

1°- ACADÊMICOS DE TAMOIOS
2°- SORTEIO ou ESCOLHA DA CAMPEÃ
3°- SORTEIO ou ESCOLHA DA CAMPEÃ
4°- SORTEIO ou ESCOLHA DA CAMPEÃ

Segunda Feira

1°- UNIDOS DA ESPERANÇA
2°- SORTEIO ou ESCOLHA DA CAMPEÃ
3°- SORTEIO ou ESCOLHA DA CAMPEÃ
4°- SORTEIO ou ESCOLHA DA CAMPEÃ

domingo, 18 de julho de 2010

Vila Isabel pode ter enredo sobre o cabelo



 A veterana e campeã de muitos carnavais Rosa Magalhães deve desenvolver um enredo sobre o cabelo na sua estreia pela Vila Isabel. A informação está na coluna do jornalista Ancelmo Gois do jornal "O Globo", na edição deste domingo. O tema pode ganhar o patrocínio da empresa "Pantene". Se confirmada a notícia, a Portela será a única escola do Grupo Especial ainda sem enredo.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Dez Escolas já definiram enredos para o Carnaval 2011

 Mangueira, União da Ilha, São Clemente, Mocidade, Beija-Flor, Imperatriz, Unidos da Tijucajá, Salgueiro e Grande Rio divulgaram suas sinopses. A Porto da Pedra já divulgou o título de seu enredo, em homenagem à escritora Maria Clara Machado: “O sonho sempre vem pra quem sonhar...” Vila Isabel e Portela ainda não fizeram o anúncio oficial de suas escolhas.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

ATENÇÃO COMPOSITORES CONFIRA NA ÍNTEGRA A SINOPSE DA PAZ E HARMONIA DE CABO FRIO.


G.R.E.S. PAZ E HARMONIA


Carnaval 2011

Enredo:

CABO FRIO, UMA HISTÓRIA CANTADA DIFERENTE.


Cabo frio minha terra amada,
Tu és dotada de belezas mil...
Escondida vives num recanto,
Sob o manto deste meu Brasil...

Noites claras teu luar famoso,
Este luar que viu meus ancestrais...
O teu povo se orgulha tanto,
E de ti não esquecerá Jamais...

Tuas praias, teu forte,
Olho ao longe e vejo o mar bravio
A esquerda um pescador afoito,
Na lagoa que parece um rio...

O teu sol, que beleza!
No teu céu estrelas brilham mais...
Forasteiros, não há forasteiros,
Pois nesta terra todos são iguais...

Habitada por nômades e Goitacazes
Tamoios e guaranis
Tupi tupinambá
Terra que o mar cercou
Índio habitou e Deus abençoou

 INTRODUÇÃO:

 Tem estórias que a gente inventa e cria na cabeça, frutos da imaginação.
 E tem histórias, estas sim, escritas com H, pois aconteceram de verdade e que fazem parte da vida da gente. A palavra História, também é empregada para fazer referências a acontecimentos reais, ocorridos em diferentes épocas e lugares.
 Os diversos acontecimentos em uma cidade ou país fazem parte da história desse lugar.
 Muitos acontecimentos passados somente tornam-se conhecidos a partir de pesquisas. Os historiadores analisam todos os tipos de pistas que são deixadas, e diferentes tipos de materiais. Sendo assim a pomba da paz, símbolo da paz universal, é também símbolo do G.R.E.S. PAZ E HARMONIA, Que faz seu vôo sobre a história desta nossa cidade de Cabo Frio.
 E encontra neste vôo uma história diferente, a qual merece ser contada e cantada de maneira diferente por todos os que amam está cidade.
 Saibam todos os verdadeiros fatos e os verdadeiros heróis, que descobriram, habitaram e cuidaram destas terras, a quem se deve realmente exaltar.
 Uma história diferente dos nossos índios valentes, verdadeiros donos da terra.

 SINOPSE

 De tanto ler, falar, ver e ouvir histórias escritas e cantadas, as quais descrevem o desconhecimento de cidades brasileiras, incluindo nelas a cidade de Cabo Frio, onde os historiadores descrevem a chegada de caravelas trazendo, portugueses, franceses, holandeses e etc. Desembarcando em terras brasileiras, levando assim o titulo de descobridores. Assim ficamos sabendo dessas histórias de cor e salteado (dito popular).
 Porem o enredo tem como finalidade principal, exaltar a quem merece ser exaltado. Aqueles que primeiro descobriram, habitaram, cuidaram e defenderam com as próprias vidas as terras de Cabo Frio, assim entre tantas histórias contadas e cantadas sobre o desconhecimento desta terra, surgi uma história diferente, de tribos valentes que aqui chegaram, viveram e lutaram defendendo as terras contra os invasores, que chegaram vindo de vários países. E assim com as invasões desses países, tribos e mais tribos foram dizimadas, pela ganância e ambição de piratas estrangeiros que aqui chegaram em busca do pau Brasil e outros recursos naturais que abundavam na região.
 Cabo Frio: Nome dado a terra por estar localizada em região fria, porem em zona quente.
 Uma história diferente...

  Primeiros habitantes:

 Há mais ou menos seis mil anos, um bando de famílias nômades desembarcou nas terras em
 que, hoje, se encontra a cidade de Cabo Frio.
 Essas famílias chegaram em canoas e acamparam numa ilha rochosa batizada, posteriormente, de morro dos índios, localizada na barra da lagoa de Araruama. Neste local foi encontrado um sitio arqueológico que, hoje, nos permite saber mais sobre esses grupos.
 O grupo nômade apenas retirava da natureza tudo que necessitava para sobreviver e tendo
 esgotado tais recursos abandonava o local. Nômades
 A existência de sambaquis nessa região, indica o habitat de povos primitivos comedores de grandes moluscos. Sambaquis foram encontrados na Praia do Siqueira, Peró etc. Crânios desses povos foram aqui descobertos e um deles se acha em Quebec, representando o tipo do homem primitivo americano. (Carlos Palmer)

 Os Índios:

 Após este período a região foi conquistada por guerreiros indígenas que formaram varias tribos: Goitacazes, Tamoios, Guaranis, Tupis e Tupinambás.
Algumas tribos se destacavam dos demais: Tamoios, Goitacazes e Tupinambás.

Os Tamoios:

 Habitavam o litoral, sua origem é desconhecida, sabiam apenas que vinham de gerações antiqüíssimas, daí a significação do termo: avós, ascendentes.
 Mais numerosos que as demais tribos, os tamoios eram fortes, sadios e valentes. Viviam longos anos e eram pouco sujeitos a moléstias. “Guardavam dos ancestrais nobres qualidades de caráter e a mais elevada noção de honra”. Hábeis navegadores, suas igaras feitas de cascas de tronco de árvores “yga yvera” percorriam o litoral em grandes distâncias, nelas acomodando-se até 30 homens. Tinham as canoas quatro pés de largura e quarenta de comprimento.
 O rei dos tamoios era Cunhambela (que significa língua rasteira, pelo modo de falar). Houve outros do mesmo nome entre os tamoios.
 Viviam as margens das praias e lagoas de Cabo Frio.

Os Tupinambás:

 Os tupinambás possuíam mais conhecimentos biológicos da região e dos mares costeiros, rico em crustáceo, gastrópodes, e moluscos. Por tudo isso o pescado tornou-se a base da alimentação tupinambá.
 Os índios desenvolveram também a horticultura de varias espécies, destacando-se entre elas, o cultivo da mandioca. Muito importante como complemento alimentar era a caça, atividade exclusivamente masculina.
 O Morro dos Índios e a Duna Boa vista seriam uma espécie de acampamentos de pesca e coleta de moluscos. A Fonte do Itajurú, próximo ao Morro da Guia, era na época, a única forma segura de abastecimento de água na restinga. Porem, o mais importante dos sítios da região e um dos mais relevantes do Brasil pré-histórico, está localizado no morro da Guia. Formando pelo complexo de pedras sagradas do Itajurú ai foi encontrado o santuário da mitologia Tupinambá.
 Os restos arqueológicos aldeias Tupinambás estudados na região de Cabo Frio (Três Vendas em Araruama e Base Aeronaval em São Pedro da aldeia) e também nos acampamentos de pesca (Praia Grande no Arraial do Cabo), evidenciam uma adaptação ecológica mais eficaz que a dos bandos nômades pioneiros. O profundo conhecimento biológico da paisagem regional, em particular a Lagoa de Araruama e dos mares costeiros riquíssimos em recursos naturais, fez com que o pescado se tornasse a base alimentar dos tupinambás, reforçada pela captura de crustáceos, gastrópodes e moluscos.
 A vegetação de restingas e mangues da orla marítima oferecia excepcionais possibilidades de coleta de recursos silvestres, o que levou ainda a horticultura de várias espécies botânicas, destacando-se a forte presença da mandioca do cardápio e o domínio das técnicas de cerâmicas. A caça, atividade exclusivamente masculina, era muito importante como complemento de proteínas na dieta alimentar dos grupos locais.
 Os índios tupinambás batizaram a região de Cabo Frio como Gecay, único tempero da cozinha, feito com sal grosso cristalizado. Nos terrenos onde viria se estabelecer a Cidade de Cabo Frio, foram encontrados quatro possíveis sítios tupinambás. Os dois primeiros, o Morro dos Índios e a Duna Boa Vista, apresentavam indícios de serem acampamentos de pesca e coleta de moluscos, enquanto o terceiro, a Fonte do Itajurú, próxima do morro de mesmo nome, era a única forma segura de abastecimento de água potável e corrente disponível na restinga.
 Na referida elevação junto à fonte, o atual Morro da Guia, acha-se o sitio mais importante da região e um dos mai relevantes do Brasil pré-histórico: o santuário da mitologia tupinambá, formado pelo complexo de pedras sagradas do Itajurú (“bocas de pedras” em tupi-guarani). Sobre estes blocos de granito preto e granulação finíssima, com sulcos e pequenas depressões circulares, os índios contavam as historias dos seus heróis feiticeiros que ensinavam as artes de viver e amar a vida. Quando estes heróis civilizadores morriam, transformavam-se em estrelas, até que o sol decidisse enviá-los ao Itajurú, sob a forma de pedras sagradas, para serem veneradas pela humanidade. Caso fossem quebradas ou roubadas, todos os índios desapareciam da face da terra.

 Os Goitacazes:

 Estes estabeleciam-se em campos, planícies e restingas.
 Corredores da mata, ligeiro marchador e também índios nadadores. Sua origem é também desconhecida. Eram altos, claros, andavam nus e traziam os cabelos cumpridos e pendentes. Moravam em aldeias ou tabas que representavam a unidade política das sociedades indígenas, tendo cada uma delas autonomia e possuíam como autoridade mais importante o cacique ou morubixaba ou ainda o tuxaua. O formato das aldeias variam conforme a tribo, alguns construíam aldeias em forma de círculos, outro em forma de ferradura, para alguns a aldeia era composta de uma única habitação coletiva. As tabas possuíam ocas feitas de madeira, cobertas de palha sem nenhum repartimento e em cada oca moravam de trinta a quarenta índios, que dormiam em redes e andavam nus, pintados e ornamentados. As ocas eram construídas de troncos que serviam de trincheira e algumas tinham em volta um fosso cujo o fundo era cheio e farpas agudas.
 Por necessidade básica de sobrevivência os índios se deslocavam periodicamente para locais onde podiam encontrar recursos mais facilmente. Os mais nômades não possuíam agricultura, nem cerâmica, nem tecidos e não criavam animais domésticos. Suas aldeias ficavam localizadas em terra férteis próximas de rios e de florestas, para facilitar a pequena agricultura, a caca e a pesca. Cultivavam roças comunitárias que pertenciam a toda a tribo, composta de mandioca, milho, abóbora, feijão, amendoim, tabaco, pimenta e árvores frutíferas. Plantavam e teciam o algodão, que usavam para fazer redes de dormir. Fabricavam cestos de cipó, panelas e vasos de barro, machados de pedra, facas de casco de tartaruga, agulhas de espinhas de peixe e diversos instrumentos musicais de sopro e percussão. Apreciavam a musica e a dança, pintavam o corpo e enfeitavam-se co colares de conchas marinhas e penas coloridas de aves.

 Os Tupis e Guaranis:

 Eram duas tribos que se fixaram nas terras que hoje pertencem ao Arraial do Cabo.
 Os Tupis e Guaranis se originaram em tribos compostas de unidades menores, as aldeias, que mantinha entre si interesses comuns. Nas aldeias haviam normalmente de 500 a 600 pessoas, que viviam em grandes habitações ou malocas coletivas, cuja estrutura de madeira recebia uma cobertura de folhas de palmeira. Em geral, o número de habitações variava de 4 a 7 por aldeia, cada uma delas obrigando um grande grupo familiar. A poligamia era pratica comum entre os chefes e os guerreiros mais destacados.
 A divisão do trabalho era feita de acordo com o sexo e a idade. As mulheres, além dos afazeres domésticos, ocupavam-se da agricultura e da coleta e colaboravam na pesca. Encarregavam-se da preparação do cauim – bebida fermentada a base de mandioca – e de muitas atividades artesanais, como tecer redes, traçar cestos, fazer tapetes etc.
 Além da derrubada da mata e da preparação da terra para o plantio, os homens ocupavam-se da caça, da pesca e do fabrico de canoas, armas de guerra e instrumentos de trabalho. Deviam erguer as habitações, defender a aldeia, tomar parte da guerra e executar os prisioneiros, se sua tribo praticava a antropofagia. Também eram os homens que exerciam a função de curandeiros.
 As crianças ajudavam os pais em algumas atividades e realizavam tarefas correspondentes a sua idade, como cuidar dos irmãos menores ou espantar os pássaros das plantações no período que antecedia a colheita.
 Os Tupis e Guaranis possuíam noções de astronomia pela observação das estrelas, da lua e do sol. Conheciam os hábitos dos animais, os locais que freqüentavam, as trilhas que percorriam nas matas e conheciam também as características dos frutos que usavam como alimentos. Possuíam conhecimento sobre as propriedades medicinais dos vegetais que usavam para curar doenças.
 Os nativos da terra transmitiam o que sabiam através da palavra falada, apenas pela memória oral, não deixaram documentos escritos sobre sua história. Os primeiros colonizadores tentaram identificá-los dando nome a cada povo, mas criaram grade confusão, porque não conheciam bem as línguas faladas pelos índios e faziam registros confusos em relação ao grau de parentesco das diversas línguas provenientes do mesmo tronco.
 A organização social básicas dos índios era a tribo, um grupo de indivíduos que habitavam uma área próxima, que falavam a mesma língua, tinham os mesmos costumes e estavam ligados uns aos outros por um forte sentimento de unidade. Tal sentimento era tão forte que os mantinha unidos mesmo quando não existia nenhum chefe ou conselheiro cuja autoridade se estendia a toda a tribo.
 Quando aos ditos descobridores que aqui chegaram, realmente, ficaram impressionados com os cuidados, habilidades, costumes, hábitos e a grande preocupação em defender as terras que lhes pertencia por direito.
 No contar de Simão de Vasconcelos em seu livro “notícias curiosas e necessárias das cousas do Brasil – 1668”, Cabo Frio seria o berço da civilização sul americana.
 Quando aqui chegaram os portugueses “pretenderam (depois de adquirir conhecimento das línguas) tirar aos índios algumas respostas das duvidas que tinham e faziam-lhes as seguintes perguntas: Em que tempo entraram a povoar aquelas terras os primeiros progenitores de suas gentes? De que parte do mundo vieram? De que nação eram? Por onde, e de que maneira passaram a terras tão remotas, sendo que não havia entre os antigos uso de embarcações capazes, que as de suas ordinárias canoas? Como não conservaram suas cores? Como chegaram a degenerar de seus costumes, e a estado tão grosseiro alguns dos seus, especialmente Tapuias que pode duvidar-se deles, se nasceram de homens, ou são indivíduos da espécie humana? Que religião seguiam? E finalmente perguntavam-lhes, quais as bondades desta seu terra e clima em que viviam?”.
 Respondiam que “a tradição de seus antepassados era: que vieram da outra parte da terra, que eles não sabiam, que era gente de cor branca, e que vieram em embarcações pelo mar, e aportaram em uma paragem, que eles por suas semelhanças descreviam, e os portugueses entenderam que vinha a ser a de Cabo Frio. E continuaram: que vieram a este seu Brasil, lá da outra parte da terra, dois irmãos com suas famílias, em tempos antiqüíssimos, antes que algum outro nascido entrasse nele, quando ainda as matas estavam virgens. E que chegaram a dar fundo suas embarcações e uma baía segura e formosa que depois se chamou Cabo Frio. Aqui chegados saltaram em terra e começaram a fazer diligencia por varias partes em busca de gente com que falassem e de quem tomassem noticias onde estava e que deviam fazer; porém, debalde, porque a terra ainda não tinha conhecido homem algum, e tudo achavam em completa solidão em silêncio... Vendo a frescura e fertilidade dos montes, dos campos e dos bosques e rios, resolveram entre si permanecer nessas paragens.

 Conclusão

 Obviamente não podemos deixar de louvar aqueles que para aqui vieram, na intenção de fazer progredir esta cidade.
 Tendo em vista o esboço do texto, concluímos, que as tribos indígenas que aqui viveram, deveriam ter recebido dos historiadores o titulo de verdadeiros descobridores e donos das terras. Se não fosse a ganância e os massacres, ocorridos contra os nossos índios, poderíamos ver entre nós, até os dias atuais, descendentes de todas as tribos que aqui habitaram.
 Em tantas outras cidades, existem tribos que descenderam de outras tribos, hoje lutam para obterem os direitos as terras que lhes são negadas.
 Os ditos descobridores quando aqui chegaram, encontraram as terras já habitadas e com grandes habilidades em lidar com os recursos naturais, que esta terra possuía e que viriam a ser mais tarde, as fontes econômicas da cidade.
 A pedra de salga era uma salina natural utilizada pelos índios, para dar sabor aos alimentos e a saga do peixe. A pesca, a caça e agricultura eram muito desenvolvidas pelas tribos existentes.
 Outras tantas habilidades, hábitos e costumes foram deixados pelos nossos índios, as quais usamos até os dias atuais.
 Sendo assim, cantamos e contamos uma historia diferente, os nossos índios valentes, que foram realmente os verdadeiros descobridores e donos das terras em que vivemos. Cabo Frio, o que veio a ser mais tarde esta linda e progressiva cidade, conhecida mundialmente, por tudo de bom que ela possui. Quem a conhece na a esquece jamais.

Atenciosamente: Tonny Rodrigues

Fontes: Abel Beranger: 3ª edição (Cabo Frio)

Simão Vasconcelos: Noticias curiosas e necessárias das cousas do Brasil. 1668

sábado, 10 de julho de 2010

CONFIRA A SINOPSE DO ACADÊMICOS DO SALGUEIRO



                                Enredo: "Salgueiro apresenta: o Rio no cinema"

 "Noite de estreia. A agitação na porta do cinema revive os tempos de glamour da eterna Cinelândia. Uma multidão se aglomera para ver de perto os astros da superprodução salgueirense que entra em cartaz depois de um ano de filmagens. Todos prontos? Vai começar a sessão!
(E no apagar das luzes, surge na tela):

SALGUEIRO APRESENTA: O RIO NO CINEMA

 O cenário: Rio 40º. Uma mística terra em eterno transe tropical, paisagem perfeita para uma chanchada musicalmente mirabolante. Babilônia maravilhosa, de onde se avista a grande montanha que estampa as letras de uma monumental indústria de sonhos. Bem vindos à SAPUCAÍ Produções Cinematográficas, os estúdios onde brilham milhares de artistas no maior espetáculo da "tela".
 Ação! Logo nas primeiras cenas, surgem imagens de um continente que há muito tempo teria afundado no mar da baía de Guanabara. Mito? Delírio? Alucinação? O que há por trás do sumiço da Atlântida carioca? O que revelariam os fotogramas perdidos? Relatos dão conta de um tesouro de valor incalculável escondido sob um mar de mistérios. Quem poderá encontrá-lo?
 Começa, então, uma grande caçada ao ouro de Atlântida. Na Praça XV, entra em cena Carlota Joaquina, que prepara a expedição para retomar os caminhos da submersa Atlântida. Mas é obrigada a abortar a missão para voltar à Europa, em uma saída cinematográfica. A notícia, então, foi bater na Lapa. Da sua alcova, Satã não se faz de santa e convoca a malandragem para empunhar as navalhas em busca da tão falada riqueza. Será que vão conseguir?
 Mais ao Sul da cidade, já se pode ouvir o chacoalhar dos ganzás e a batida do pandeiro que vem do Cassino da Urca. No palco, a Pequena Carmen Notável Miranda, acompanhada do seu Bando, ataca no melhor estilo Chica-Chica-Boom-Chic. E ao final da arrebatadora apresentação, sai à brasileira, em apoteose, sacudindo as tamancas noite afora, sem que ninguém perceba suas reais intenções de se juntar à caça ao tesouro.
Enquanto isso, na favela de tantos amores, Orfeu embarca no sonho de Atlântida, enquanto arranca do violão as notas de um samba clássico, embalando as belas cabrochas do morro. Castiga nas cordas, distraindo também a tropa em incursão pela comunidade. E o faroeste urbano, enfim, dá uma trégua pra ver a escola passar. Pedir pra sair? Naquela noite, não...

 Muda a cena e o Rio amanhece cantando em mais um dia de verão. Na mais real dimensão, surge a fantasia que salta aos olhos. A invasão aérea que tinge os céus da Zona Sul à Zona Norte é traçada por uma turma pra lá de animada. Alô, amigos! Voando para o Rio, também atraídos pelas lendas do continente perdido, a passarada esperta solta suas feras e arrasta a asa pras araras nativas. Afinal, as aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá...
 A notícia do tesouro escondido ao Sul do Equador não para de se espalhar. E deu a louca no cinema! Estrelas da sétima arte desembarcam por aqui e entram em irreversível processo de carioquização. Trocam o hot dog pela feijoada, o bip-bop pelo samba, desfilam pelo calçadão da fama de Copacabana... Uma confusão! Até o King Kong, vejam só, foi se pendurar na torre da Central do Brasil. O Homem Aranha se amarra no Beijo da Mulher Aranha, e com ela se prende numa teia conjugada na Zona Sul. A bela mocinha, que o vento levou, agora veste plumas e paetês e, quem diria, foi parar em Irajá! E a loirinha, que nunca foi santa? Virou rainha da escola. Gostou do samba e hoje vive muito bem.
 E lá no infinito, quem um dia há de duvidar que o grande tesouro perdido de Atlântida era brilhar na avenida numa noite de carnaval? Isso tudo é verdade? Nada foi comprovado... Mas na memória, o que fica são as grandes histórias e a alegria de receber, enfim, o prêmio maior da Academia.
 E como toda boa chanchada, tudo acaba em carnaval!"

 Renato Lage, Márcia Lage e Diretoria Cultural

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Liesa quer começar ensaios técnicos no Sambódromo apenas em janeiro



 A Liga Independente das Escolas de Samba pretende começar os ensaios técnicos no Sambódromo para o Carnaval 2011 apenas no mês de janeiro, fugindo de dezembro, como acontecia anteriormente. A proposta é de Elmo José dos Santos (foto), diretor de carnaval da Liesa.
- A minha ideia é começar em janeiro. Vou fazer um planejamento para discutir na plenária, já que o carnaval é em março. Em dezembro, o público fica focado nas festas e o órgão público reclama da organização da infraestrutura. Quero usar dois dias (sábado e domingo), já que um dia preciso deixar de sobra, caso aconteça um temporal na cidade e o ensaio precise ser cancelado. A sexta seria a válvula de escape - explicou Elmo, em entrevista ao programa "Vai dar Samba", da "Rádio 94 FM".
 Segundo o dirigente, as escolas do Grupo de Acesso A vão continuar com o direito de fazer um ensaio no Sambódromo.
- Cada escola do Grupo Especial poderá fazer dois ensaios. Pretendo ampliar frisas até o setor 13 para alcançar um número maior de pessoas presentes e dar conforto.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

DEFINIDA A ORDEM DE DESFILE DO CARNAVAL CARIOCA



 Os preparativos para o carnaval 2011 já começaram. As 12 escolas do Grupo Especial do Rio de Janeiro se reuniram na noite desta quarta-feira (30) para o sorteio que definiu a ordem dos desfiles, O evento aconteceu na Cidade do Samba, na Gamboa, Zona Portuária. Para manter o equilíbrio entre as duas noites, as escolas foram divididas em pares. Pelo regulamento, a São Clemente, campeã do Grupo de Acesso em 2010, será a primeira a passar pela Sapucaí, no no domingo (dia 6 de março). Já a União da Ilha, 11ª colocada no Grupo Especial, abre a noite de segunda.
 A atual campeã do carnaval do Rio, a Unidos da Tijuca, será a quarta escola a passar pela Avenida no domingo (6), com o enredo "Esta noite levarei sua alma", do carnavalesco Paulo Barros. Ele promete levar para a avenida ícones do terror como Zé do Caixão. Os vampiros, no entanto, vão ficar de fora, segundo Barros.
 A Beija-Flor será a última escola a atravessar a Marquês de Sapucaí, já na madrugada de terça-feira (8), com um enredo que vai homenager o cantor Roberto Carlos. A proposta do enredo inspirou os compositores e já há mais de 80 parcerias inscritas para disputar a escolha do samba-enredo.
 A Grande Rio, vice-campeã no carnaval deste ano, será a quarta escola a se apresentar na segunda-feira de carnaval. A agremiação escolheu Florianópolis como enredo.
  A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) promoveu o sorteio numa festa reservada apenas para convidados. Inicialmente foi sorteado o dia de cada escola de samba. Definidas as seis agremiações de cada noite, partiu-se para o sorteio da ordem de apresentação. Apesar das escolas terem 10 minutos para trocas, não houve qualquer alteração.

CONFIRA A ORDEM DOS DESFILES:

Domingo, 6 de março de 2011

1) são clemente
2) Imperatriz Leopoldinense
3) Mocidade Independente de Padre Miguel
4) Unidos da Tijuca
5) Vila Isabel
6) Mangueira

Segunda-feira, 7 de março de 2011

1) união da ilha
2) Salgueiro
3) Portela
4) Grande Rio
5) Porto da Pedra
6) Beija-Flor

ENREDOS


 Além da Unidos da Tijuca, da Grande Rio e da Beija-Flor, outras sete escolas de samba do Grupo Especial já definiram os seus enredos para o carnaval de 2011. A Portela e a Vila Isabel ainda não divulgaram os seus enredos.
 A Imperatriz vai apostar no enredo “A Imperatriz adverte: sambar faz bem à saúde” para ganhar o carnaval. A União da Ilha vai narrar “O Mistério da Vida”, desenvolvido pelo carnavalesco Alex de Souza. O Salgueiro vai apresentar o Rio através do cinema. Com o título "O sonho sempre vem pra quem sonhar...", a Porto da Pedra vai homenagear a autora Maria Clara Machado.
 A Mangueira vai homenagear o compositor Nelson Cavaquinho, com o enredo “O filho fiel, sempre Mangueira". Já a Mocidade vai contar o enredo “A Parábola do Divino Semeador". Por fim, a São Clemente aposta no enredo “O seu, o meu, o nosso Rio, abençoado por Deus e bonito por natureza!" para se manter no Grupo Especial.

INGRESSOS


No dia 21 de junho, a Riotur divulgou os preços dos ingressos para os desfiles do carnaval carioca de 2011. Segundo a Riotur, os valores variam entre R$ 30, no setor 9 da arquibancada turística, e R$ 800, nas filas B, C e D das frisas turísticas, para o desfile de sábado do Grupo de Acesso A.
Para domingo e segunda-feira de carnaval, nos desfiles do Grupo Especial, na arquibancada turística, setor 9, os ingressos custam entre R$ 550 e R$ 5.800 nas frisas turísticas de seis lugares, filas B, C e D. No sábado das campeãs, os ingressos custarão R$ 350 na arquibancada turística e R$ 3.400 nas frisas de seis lugares, filas B, C e D.
De acordo com a Riotur, no setor 7, com disponibilidade de mil ingressos para o turismo nacional, os ingressos custam R$ 300 para os desfiles de domingo e segunda e R$ 180 para o sábado das

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Portela já tem enredo para 2011



Em um almoço de confraternização entre os segmentos da escola, o presidente Nilo Figueiredo anunciou o enredo para o carnaval 2011 da Portela. Visando a comemoração dos 110 anos de nascimento do fundador Paulo Benjamim de Oliveira, o Paulo da Portela, a escola desenvolverá a história da Azul e Branca de Madureira e Oswaldo Cruz.
Ainda sem título, o tema será discutido por uma comissão em futuras reuniões e em seguida será desenvolvido pelo carnavalesco Roberto Szaniecki.

domingo, 27 de junho de 2010

Paraíso do Tuiuti
Tuiuti 2006 acesso B.jpg
Paraíso do Tuiuti
Fundação 5 de abril de 1954 (56 anos)
Escola-madrinha Mangueira
Cores Azul-escuro e amarelo
Símbolo Coroa
Bairro São Cristóvão
Presidente Renato Ribeiro Marins (Thor)
Carnavalesco Eduardo Gonçalves
Intérprete oficial A definir
Diretor de carnaval Pingo
Diretor de harmonia Robson de Sant Anna
Diretor de bateria Mestre Jeferson
Rainha da bateria Juliana Clara
Mestre-sala e porta-bandeira Zé Roberto e Taís
Coreógrafo Renata Monnier
Desfile de 2011

Caetano Veloso é o enredo da Paraíso do Tuiuti



Após homenagear nomes da música popular brasileira como Vinicius de Moraes e Cartola, a Paraíso do Tuiuti levará para a Marquês de Sapucaí em 2011 a vida e a obra de Caetano Veloso. A escola definirá nos próximos dias o título do enredo. A sinopse será entregue aos compositores em julho. O desenvolvimento do tema será do carnavalesco Eduardo Gonçalves, que renovou o contrato com a agremiação.
 Em 2011, a Paraíso do Tuiuti desfilará pelo Grupo de Acesso B na Marquês de Sapucaí.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

G.R.E.S. UNIDOS DA TIJUCA

Unidos da Tijuca
Rio2009-1.JPG
Unidos da Tijuca
Fundação 31 de dezembro de 1931 (78 anos)
Cores Azul e ouro
Símbolo Pavão
Bairro Santo Cristo [1]
Presidente Fernando Horta
Carnavalesco Paulo Barros
Intérprete oficial Bruno Ribas
Diretor de carnaval Ricardo Fernandes
Diretor de harmonia Fernando Costa
Diretor de bateria Mestre Casagrande
Rainha da bateria Adriane Galisteu
Mestre-sala e porta-bandeira Marquinhos e Giovanna
Coreógrafo Rodrigo Negri e Priscila Motta
Desfile de 2011
Enredo Esta noite levarei sua alma

ATENÇÃO COMPOSITORES: LEIAM A SINOPSE DA TIJUCA, CAMPEÃ DO CARNAVAL



ESTA NOITE LEVAREI SUA ALMA.

 Todas as noites vocês voltam. Arrastam-se até aqui, pagam, entram e, em pouco tempo, estão rezando para sair. Mas não há como desistir. Depois que embarcam, não têm mais forças para levantar antes de chegar ao final. Precisam saber como tudo vai terminar ou nunca mais encontrarão tranquilidade. Serão incapazes de permanecer sozinhos, tremerão a cada ruído, perderão os sentidos, vagando durante noites de pavor. Então, venham...
 Entreguem suas almas, descubram suas fraquezas, encontrem o fim. Todos têm o mesmo rosto: a boca trincada, os olhos de espanto, as mãos frias, o medo de atravessar. Retorcem seus corpos nos assentos, não conseguem se mexer, sair do lugar, enfrentam cada etapa. Querem o escuro e o silêncio. Estão imóveis, apavorados, indefesos. A expressão de horror acompanha o choro, o lamento, o grito, o grunhido, a explosão, o ruído, as máquinas de destruição. A ameaça pode assumir qualquer forma. Pode estar em qualquer lugar. Alguns virão para defendê-los. A maioria virá para destruí-los...
 E, através dos séculos, o desejo da conquista espalhará luta e sofrimento. E o mundo se dividirá entre os homens da guerra e os homens da paz. Algozes e vítimas. Senhores e escravos. Não importa onde: nas aldeias, nos campos, travam batalhas que derrubam corpos nas areias e pelas cidades; na Terra ou em outros planetas. Virão de todos os lugares. E vocês permanecem assim: assistindo a tudo, vendo cada cena e se emocionando. Segurando a espada e sentindo a dor do ferimento, a tristeza da perda, o temor do próximo ataque. De onde virá? Forças estranhas vêm do além, seres fantásticos atravessam o espaço devorando planetas. Nada sobrevive ao seu poder devastador.
 Vocês presenciam o inabalável ataque das trevas, sofrem com a tragédia da miséria humana, temem os espíritos furiosos, suportam o sofrimento da incerteza, a dor da mentira, a angústia do preconceito. Esperam por aqueles que serão capazes de combater as injustiças, transformar cordeiros em leões, caçar os fantasmas, conceber mirabolantes planos de fuga ou, simplesmente, exercitar o direito à liberdade, transcender limites, explodir fronteiras. Perseguir seus desejos a qualquer preço, em qualquer lugar. Mesmo que isso se torne uma obsessão por devorar suas vítimas. Transformar algozes mercenários em covardes, diante do temor de um reencontro. Ou defensores da vida, em vítimas da ganância de covardes. Destemidos? Sim, mas até quando...
 Talvez se vocês tivessem escolhido uma vida mais tranquila, no campo ou numa cidadezinha do interior... Será? Cada um colhe o que planta. E esse pode ser o começo do fim. Não adianta se esconder, ele vai te encontrar. E pode ser onde menos se espera. Nas brincadeiras divertidas da infância, na entrega ao riso fácil quando se desarmam as defesas. Na procura pelo segredo que jamais deveria ter sido revelado. Cuidado, lá se esconde o terror. Como se livrar dele?
 A maldição, para alguns, deve arder na fogueira. Para outros, é preciso punir o mal, enfrentando aqueles que causam tristeza, morte e dor. Não importa. Herege ou bruxo, demônio ou santo, quem encontrar a resposta poderá ser a próxima ameaça a ser controlada.
 Estão com medo... Por que ainda temem, se já embarcaram e não há mais nada a fazer? Já sentiram isso antes? Certamente, porque aqui estão. Então, prossigam... Vençam suas batalhas, enfrentem suas assombrações. Mas sem esquecer que elas voltam, sempre voltam... Por mais que vocês tentem se livrar, elas querem vingança e não desistirão. A maldição nunca será vencida, ela não termina, ressurge quando já não mais se acredita que possa existir. Vocês podem até se esconder e rezar. Mas não vão escapar. Quando a extinção termina, o desafio começa. Seres pré-históricos, violentos, abomináveis. Tenham medo, porque esse pode ser o último mergulho... Talvez eles sequer estejam vivos. Muito além da morte e da imaginação, haverá uma aventura que viverá por toda a eternidade. Sobrevivam a ela, se forem capazes. E, se não forem, peçam ajuda.
 Podem acreditar que estarei sempre ao lado, espreitando... Aguardando o momento em que, exaustos, vocês desistirão. E se entregarão, sem luta, à impossibilidade.
 Não sentem a brisa quente e o perfume delicioso dos frutos, só o calor sufocante? Desejam o descanso da longa travessia? Sofram, então, porque não é possível voltar. Esta viagem não tem retorno. Em pouco tempo, sentirão o peso dos grilhões, a dor da chibata, o sofrimento do exílio, o desejo pela liberdade.
 Mas o que está acontecendo aqui? Não me obedecem? Por que continuam a resistir, se não haverá um só homem de pé que possa testemunhar tanta bravura? Todos irão comigo e desaparecerão. Novos tormentos virão, crueldade, ignorância, estupidez. Não querem aceitar o domínio? Não desistem jamais? Lutam contra a opressão, querem voltar para casa? Caminham juntos, aos milhares, aonde irão? Não percebem que não adianta? Ninguém voltou jamais, acreditem! Que força é essa a que assisto sem nada poder fazer? Como trazê-los de volta ao pesadelo? Pareciam tão frágeis ao menor sinal de tempestade, e, no entanto, renascem! Afinal, o que os assusta realmente? Pareciam mortos de medo, incapazes de reagir e, agora... Como ousam? Me enganam e zombam de mim? Para onde estávamos indo? Não podemos mais voltar porque, enfim, chegamos. Aqui estamos. Esperavam por nós.
 E vocês se divertiam comigo esse tempo todo, não? Então, me enganavam? Mudavam sem que eu percebesse? Só agora entendi que me conduziam, faziam de mim personagem de um filme em que eu não poderia decidir o final. Nas telas ou na vida real, dominam a arte do começo sem fim. Recomeço. Aí estão, deixando para o futuro a ousadia de um passado sem medo. E, a cada ano, surgem novos personagens, novas histórias de lutas e glórias. De simplicidade e força. Porque têm a certeza de que o que está na outra margem é mais um motivo para eternizar a vida. A história de um povo de coragem, que possui o surpreendente poder de se reinventar. Fim?

Paulo Barros
Isabel Azevedo
Ana Paula Trindade
Simone Martins

terça-feira, 22 de junho de 2010

ESSE É O G.R.E.S. BEIJA-FLOR DE NILÓPOLIS.

Desfilebeijaflor.jpg
Beija-Flor de Nilópolis
Fundação 25 de dezembro de 1948 (61 anos)
Escola-madrinha Portela
Cores Azul-escuro e Branco
Símbolo Beija-flor
Bairro Centro de Nilópolis
Presidente Farid Abrahão David
Presidente de honra Anísio Abraão David
Comissão de carnaval Laíla
Fran-Sérgio
Ubiratan Silva
Alexandre Louzada
Victor Santos
Intérprete oficial Neguinho da Beija-Flor
Diretor de carnaval Laíla
Diretor de harmonia Laíla
Diretor de bateria Comissão de Bateria
Rainha da bateria Raíssa de Oliveira
Mestre-sala e porta-bandeira Claudinho
Selmynha Sorrizo
Coreógrafo Carlinhos de Jesus
Desfile de 2011
Enredo Roberto Carlos: Simplicidade de um Rei

confira a sinopse da beija-flor de nilópolis



Enredo: A Simplicidade de um Rei

 Me leva meu sonho em viagem, por uma estrada colorida, onde o tempo pede passagem e carrega, em sua bagagem, as lembranças que eu trago da vida.
 E lá vou eu, bem longe, além do horizonte, vivendo esse momento lindo, a reconstruir meu castelo de sonhos entre emoções, como quem chora sorrindo.
 Olha dentro dos meus olhos e vê quanta lembrança que na distância do tempo guardei. Ah! Como o tempo passa, é como se o trem que me trouxe, voltasse e dissipasse a fumaça, e eu então retornasse pras coisas que eu deixei.
 Meu pequeno Cachoeiro, essas terras entre as serras, doce terra onde eu nasci, te confesso, você é a saudade que eu gosto de ter, e que mora pra sempre em mim; é como sentir você bem perto, é como estar desperto pra ver tudo igual como era antes, que nada se modificou, e ouvir de novo as águas cantantes do meu Itapemirim.
 E é assim que o pensamento voa, vagueia assim, à toa, e até parece que eu voltei... Voltei a ser criança, a ser "Zunga" outra vez. Ah! Sentimento bem vindo... Vejo o meu cachorro me sorrir latindo, estou em frente ao portão, eu voltei, pra viver o sonho mais bonito que um dia alguém já sonhou, e sentir que o sol que atravessa essa estrada jamais se apagou.
 Me vejo menino, correndo aos braços de minha mãe, pro seu abraço, e no carinho e afago, me envolver num laço, e adormecer, como sempre eu fazia. Olhar meu pai, e seus cabelos brancos, seu rosto marcado, à disfarçar o cansaço com um sorriso franco das verdades da vida e ouvir as suas histórias, lições que me fizeram crescer e, do jeito simples à esconder as dificuldades, tentando encher minha vida de fantasia ao enfeitar as coisas que eu via.
 Ah! Quem dera... Poder fazer desse tempo, uma eterna primavera, desabrochar em flor pra sempre, o flamboyant no meu quintal, e deitar à sua sombra, e sentir aquela brisa mansa, que sopra enquanto lança o perfume do laranjal.
 Vai e vem na minha mente, esse vento do tempo, e traz as ondas do rádio que um dia me embalaram ao som de tangos e boleros, velhos tempos... Belos dias... Onde o meu sonho crescia nas cordas de um violão. Hoje relembro e refaço aquela despedida, nas lágrimas soltas na estação, a partir na promessa de uma volta, como todos que um dia se vão e assim, na lembrança, colar os cacos do meu coração, me redimir e repartir essa dor e a saudade, nos versos de uma canção.
 Assim, como naquele dia, eu me vejo, com aqueles olhos tristes, porém cheios de esperança, buscando encontrar à sorte, todas as coisas que um dia eu sonhei pra mim, e me deixo levar em ritmo de aventura, nas batidas do meu coração, igual a quando aqui cheguei, nesse Rio de Janeiro, no seu abraço aberto, hospitaleiro, na transviada inquietude daquela louca juventude, que andava na contra-mão.
 Até parece que foi ontem... Aquelas tardes de domingo, de guitarras eletrizantes, que ecoavam como o ronco barulhento dos carangos, incendiando a multidão; era um ritmo alucinante e quente, o rock in roll envolvente, uma brasa a aquecer meu coração... E eu que sempre fui tão inconstante, te juro, bicho, me rendi àquela paixão...
 E não adianta nem tentar esquecer, o que durante muito tempo em minha vida passou a viver... Eu me lembro com detalhes, a velha calça desbotada, a jaqueta encouraçada e a brilhantina no cabelo. Meu mundo girava no vinil da vitrola, vivia voando no meu carro, à 120 por hora, a velocidade andava junto a mim, e sem saber quando, nem pra onde, me levava ao espaço, como "Sputnik" pelo ar.
 Nas curvas e esquinas da vida, encontrei amigos, parceiros da mesma viagem, e seguimos juntos a mesma estrada, como bons companheiros, amigos de fé, irmãos camaradas, que eu não esqueço jamais. Aquele era o meu momento, nascia um novo tempo, agitando o mundo ao som do Iê Iê Iê, e com ele, um movimento: a Jovem Guarda, que assim, como do nada, me coroou o seu rei.

E eu então, me perguntava: - Que rei sou eu?

Que rei que nada... Eu sou terrível! Um lobo mau, um negro gato de arrepiar, talvez um gênio... Nem pensar! Basta ver os erros do meu português ruim...
 Avancei sinais, vivi em festas de arromba e, pra conquistar garotas, dispensei meu cadilac, me rendi à um calhambeque, fui o bom no Splish Splash dos beijos roubados no cinema, de garotas papo firme, namoradinhas dos amigos e dos brotos no portão... Foi quando me lembrei do passado, do romântico apaixonado que eu era, do meu velho violão, e da simplicidade de dizer 'Eu Te Amo' com a voz do coração.
 Assim então, assumi meu reinado e proclamei, como um brado à esquecer a tristeza e ter a certeza de que a felicidade um dia vem, que daqui pra frente, tudo vai ser diferente, e que eu quero que vá tudo... Tudo pra quem ama com ternura, tudo, pra tudo que se quer bem.
Eh!.. Esse mundo dá voltas... E, numa delas, lá ia eu e meu sonho viver, era uma força estranha, uma voz tamanha que me levava a cantar, a atravessar fronteiras, a romper barreiras, 'parlando' italiano a 'Canzone Per Te'; e foi assim, de mansinho, que San Remo todinho, viu e ouviu o amor vencer.
 Senti então, que esse amor fala uma só linguagem, e faz o sonho acontecer... E assim, contei histórias de romances, de amadas e amantes, o amor infinito, puro, sem medida, incontido; sentimento sem dia, sem hora ou lugar pra nascer, o que não sai de moda, é moderno, mesmo que seja à moda antiga, é eterno, um constante amanhecer.
 E assim, afaguei em meus versos, mil mulheres, enxergando a beleza de todas as formas e proporções, foram tantas, foram todas, tantas rimas, em tantas canções.
 Desvendei caminhos, procurei atalhos, como a abelha necessita de uma flor e na sede de amor, bebi das paixões desenfreadas, por metáforas descrevi o côncavo e o convexo, o sexo como cavalgada. Me vi em desalinho, a fazer ninho nos lençóis macios, a deixar marcas sem me importar com a desordem de tanto amar, entre os botões que se desatam e se abrem em braços que se abraçam e se enlaçam no céu do êxtase, mudando estrelas de lugar.
 E então, desse infinito universo de prazer, me abastecendo de brasilidade, viajei na verdade da vida do meu povo, de cada palmo desse chão; no dia-a-dia da cidade, na lida pra ganhar o pão.
 Fiz da canção a passageira no táxi das nossas ruas; no campo foi ela a companheira, tangendo em moda de viola, nas veredas desse sertão, e fui presente na saudade que roda e rola no coração disparado, no pára-choque estampado, todo dia nessa estrada, a contar horas de ansiedade na boleia de um caminhão.
 Fiz da minha voz, um grito de alerta à consciência dos seres humanos a zelar pela natureza, e usei a poesia em defesa do céu, da Terra e do mar; fiz chegar àqueles que estão surdos, a mensagem, que o progresso, às vezes absurdo, tantos males nos traz, e que é preciso saber viver, que a razão precisa entender enquanto há tempo e passar a seguir o exemplo: ser civilizado como os animais.
É meu irmão, nessa vida são idas e vindas que me levam na brisa do vento, no fluxo das marés em movimento, à algum lugar bonito e tranqüilo pra gente se amar, pois de que vale o paraíso sem amor?... E continua a viagem e mergulho livre num oceano de desejos, a singrar ondas de emoções, a flutuar num mar de rosas, como navegante dos sentimentos, comandante de tantos corações.
 E por fim, essa fé que me faz otimista demais, me fez subir a montanha, à dispor do alto, minha voz à voz de Deus, a fazer do meu cantar, uma oração para a humanidade, a descobrir no verbo, a sua essência e sua verdade, a tornar-me um instrumento mensageiro de paz e de boa vontade.
Não, eu não sou rei... Mas acho que me tornei amigo do Rei, o Rei dos reis, esse ser de luz, a claridade que faz com a sua simplicidade, a força que me conduz.
 São tantas emoções já vividas, detalhes de uma vida, histórias que eu contei aqui. E se hoje você me faz seu enredo, é talvez, a maior das emoções dessa minha vida, a qual, com palavras, não sei dizer, mas quero sim, abrir meus braços num abraço e em suas asas, Beija-Flor, me entregar e agradecer, e assim poder definir com singeleza, como é grande o meu amor por você!
 E se não há nada pra comparar, deixa o seu samba explicar, esse puro sentimento, que só o coração pode falar. Agora eu sei o que é ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar...
Canta Beija-Flor! Pois seu canto acenderá ainda mais essa chama, essa aura azul e branca que te encanta, que te dá força, fé e esperança, que ilumina o sorriso de suas crianças, anjos de guarda da sua herança, essa luz que cobre como um manto essas "nossas senhoras", Marias, mães baianas do samba.
Que os céus as abençoem, e que derramem por todo o seu povo essa luz que do amor emana e inflama o mundo através da nação nilopolitana, uma luz divina e que assim se traduz: Uma luz que nos une e se funde numa só luz, que nos traz a simplicidade e a paz do verdadeiro Rei, a paz do Nosso Rei Jesus.

CONHEÇA UM POUCO DO G.R.E.S. IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE.

Imperatriz209.jpg
Imperatriz Leopoldinense
Fundação 6 de março de 1959 (51 anos)
Escola-madrinha Império Serrano
Cores Verde-claro, Branco e Ouro
Símbolo Coroa
Bairro Ramos
Presidente Luiz Pacheco Drumond
Carnavalesco Max Lopes
Intérprete oficial Dominguinhos do Estácio
Diretor de carnaval Wagner Araújo
Diretor de harmonia Guilherme Nóbrega
Diretor de bateria Mestre Marcone
Rainha da bateria Luiza Brunet
Mestre-sala e porta-bandeira Ubirajara e Verônica
Coreógrafo Alex Neoral
Desfile de 2011
Enredo A Imperatriz adverte: sambar faz bem à saúde