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Em ritmo de desfile oficial, a Imperatriz Leopoldinense concluiu a sua temporada de ensaios técnicos na Marquês de Sapucaí. Agora a escola de Ramos só volta a pisar na Avenida no próximo domingo, dia do desfile oficial da verde-e-branca. Na noite deste sábado, a escola aproveitou o sistema de som em toda a Avenida para treinar o canto de seus componentes e acertar alguns detalhes na evolução e na harmonia. O Sambódromo estava lotado para acompanhar as duas escolas de samba desta noite, Imperariz e Beija-Flor. Boa parte dos camarotes já estava ocupado, o que deu um clima a mais de carnaval.
Assim como costuma acontecer nos desfiles oficiais, a comissão de frente da agremiação da Leopoldina chegou ao quarto e penúltimo módulo de jurados com 40 minutos de ensaio. Normalmente, durante os treinos técnicos a evolução das escolas costuma ser mais rápida, porém a Imperatriz preferiu manter um ritmo mais lento, uma oportunidade para os componentes aproveitarem o momento. Os integrantes entenderam o recado e defenderam bem o samba-enredo "A Imperatriz Adverte: samba Faz Bem à Saúde!".
- Hoje testamos o entrosamento entre bateria e canto e se os componentes estão cantando. Na minha avaliação foi positivo. A Imperatriz tem tudo para fazer um grande desfile. Estamos testando as alegorias: tirando elas do barracão e colocando pulando gente em cima. Tudo para que não se repita o que aconteceu com nosso abre-alas em 2010 - disse Wagner Araújo, diretor de carnaval.
Grupo responsável pela abertura do ensaio, a comissão de frente, coreografada por Alex Neoral, mudou um pouco a dança apresentada no primeiro ensaio, em janeiro, quando a comissão de frente pareceu fazer um ritual na pista.
- Com relação ao outro ensaio, o que apresentamos hoje foi algo mais próximo da coreografia oficial. Minha comissão terá 15 membros. Oito mulheres e sete homens. Alguns são bailarinos, outros são atores e também tenho acrobatas. Vamos usar mais de um elemento de apoio no dia do desfile. Infelizmente não posso dar mais detalhes - explicou o coreógrafo.
O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Phelipe Lemos e Raphaela Teodoro, estreante na escola, se apresentou ainda no primeiro setor. Os dois optaram mais uma vez por treinar fantasiados. Na apresentação para a quarta cabine de júri, eles precisaram enfrentar um pouco de vento. Mesmo com a adversidade climática, a dupla mostrou tranquilidade e alegria, parecendo bem à vontade.
- Fizemos a coreografia oficial hoje. Tem que ser assim, até para marcarmos o tempo dela. Estamos ensaiando duas vezes por semana com a fantasia do desfile. Hoje fiquei um pouco emocionado no início do ensaio, mas depois relaxei. A escola está nos abraçando e recebendo muito bem - contou o mestre-sala.
- Achei que este ensaio foi bem melhor que o outro. Tive um pequeno problema com a minha saia, mas nada que tivesse me atrapalhado. Esta fantasia (de 2010) é muito pesada e não foi feita para o meu corpo. A deste ano sim, me deixa mais segura e confortável para mostrar o meu potencial - revelou a porta-bandeira.
Ciente de que tem um bom samba-enredo, mas que precisa ser cantado a plenos pulmões no desfile oficial, a diretoria de harmonia espalhou vários diretores nas laterais da pista. A missão deles era incentivar o canto daqueles componentes mais distraídos. A todo momento era possível ver a movimentação desses diretores, que também ficaram atentos na correta evolução dos integrantes, para que não se formasse buracos ou mistura de alas.
A bateria fez bem a sua parte. Cada vez mais entrosados com o intérprete Dominguinhos do Estácio, os ritmistas de Mestre Marcone ousaram em diversos momentos, quando executaram paradinhas curtas e um pouco mais longas. A bateria não teve problemas nem para entrar nem para deixar o segundo recuo. As manobras foram executadas com perfeição, sem dar chance para o azar. Os ritmistas saíram do segundo box aos 68 minutos, encerrando o ensaio técnico da Imperatriz.
- Achei o ensaio de hoje perfeito, maravilhoso. O samba está crescendo de uma maneira surpreendente e tenho o melhor mestre de bateria do carnaval carioca. O entrosamento entre canto e bateria está perfeito - afirmou Dominguinhos do Estácio.
Luiza Brunet, rainha de bateria da verde-e-branca, chegou ao Sambódromo no momento em que era cantado o esquenta, o samba-enredo "Liberdade, Liberdade. Abre as Asas sobre Nós", do carnaval de 1989. Ela entrou na pista pelo segundo recuo de bateria e caminhou até o primeiro box, onde seus súditos já aqueciam os surdos, repiques, caixas, tamborins, cuícas, chocalhos... Sempre comportada, Brunet vestia uma saia prateada, mostrando a barriga sarada.
O Cordão da Bola Preta saiu às ruas na noite desta sexta-feira. O bloco mais tradicional do carnaval carioca completou 92 anos e levou pelo menos 100 mil pessoas à Avenida Rio Branco, segundo estimativas da organização do evento.
A porta-estandarte foi a atriz Leandra Leal. Muito simpática, ela desfilou com brilho e samba no pé.
O próximo desfile do Cordão será no sábado de carnaval a partir das 9h, com concentração na Cinelândia.
"A Mangueira me chama, eu vou/Sempre fui o seu defensor/Sou um filho fiel/À Mangueira eu tenho amor..." Os versos que provam a fidelidade de Nelson Cavaquinho à Estação Primeira — e inspiraram o título do enredo "O filho fiel, sempre Mangueira", sobre o centenário do artista — poderiam ter sido escritos em co-autoria com seus herdeiros. Convocada para o desfile da Verde e Rosa, a família do compositor, emocionada com a lembrança, estará na Avenida para participar da homenagem. Mesmo a viúva, Dorvalina Maria de Jesus, hoje evangélica, não ficará de fora da festa.
— Eu sou cristã, mas, mesmo no tempo em que gostava de carnaval, meu negócio era assistir. Hoje, sou da Assembleia de Deus e participo de uma mesa de oração. Vou orar para que o Nelson traga sorte à escola — afirma a viúva, de 69 anos, que vai assistir ao desfile na Sapucaí com a neta Taísa, de 11.
Filha de Dorvalina, Márcia Regina, de 48 anos, vai desfilar no abre-alas, ao lado de Nelson Luiz Silva, de 54 — caçula e único filho vivo do compositor. Enteada do homenageado, que ajudou a criá-la desde os 6 anos, ela é responsável pela preservação de parte da obra dele.
— Ele não sabia usar o gravador e me acordava de madrugada, bêbado, para gravar as músicas que compunha. Por isso, sei todas as letras — relembra, rindo das brigas que tinha com o artista pelo sono interrompido.
Antes dessa fase, algumas letras teriam se perdido.
— Ele fazia música até no chuveiro. Saía, anotava a letra no papel de pão e dava para alguém gravar. Se perdesse e o procurasse de volta, dizia: "Essa já foi..." — conta Nelson Luiz, que desfilará com a filha Simone,de 35 anos, e os netos Felipe, de 16, e Gabriel, de 13.
Inspirado pelo enredo, Nelson Luiz, funcionário de uma empresa aérea, tomou coragem para mostrar o lado compositor:
— Já fiz uns três sambas, mas este é o primeiro que vou lançar. Chama-se "Saudades" e fala de "Folhas Secas" (sucesso do pai). Quero entregá-lo para a Alcione.
Além da forte religiosidade, pelo menos uma passagem de Nelson Cavaquinho é recorrente entre os amigos de boemia: a do cavalo que, cansado de ficar ao sol no pé do Morro da Mangueira, foi sozinho para o quartel. Na época, o então soldado da Polícia Militar fazia rondas pela região, mas perdeu-se de encanto pelo samba que tomava conta de um bar no Buraco Quente.
Para quem conviveu mais intimamente com o compositor também sobram histórias que desmistificam a imagem quase sisuda de Nelson em suas fotos.
— Ele insistia para me levar ao bar para mostrar aos amigos. Um dia, minha mãe liberou, mas, desconfiada, foi ver o que acontecia. Eu, com pouco mais de 1 ano, estava com a roupa batizada de refrigerante e passando de colo em colo... Ela me levou para casa e me limpou com álcool. Meu pai dizia: "Minha filha, não faça isso!" — revela Nelson Luiz.
A mãe do filho caçula do compositor lembra detalhes do dia em que Nelson Luiz nasceu.
— Comecei a sentir dor às 15h. O Nelson foi fazer um show e voltou às 5h. Agarrei no pescoço dele e o menino nasceu. Só estava esperando o pai! — diz Onélia Silva de Melo, de 79 anos, que se desencantou com um Nelson mulherengo, que reconquistava os amores com bilhetes românticos.
— Um dia cheguei em casa e encontrei uma mulher com o meu avental e o meu chinelo...
Dorvalina, que o acompanhou nos últimos 18 anos de vida, inspirou duas músicas.
— "Mulher sem alma" ele fez contrariado por eu ter ido visitar minha mãe, em Caxias. "Minha festa", quando estava tudo bem — conta ela, que visitou o barracão sexta-feira, aniversário de 25 anos de morte do compositor.
"Minha festa" é a apoteose do enredo da Mangueira.
O Cordão da Bola Preta, bloco carnavalesco mais antigo do Rio de Janeiro com 92 anos de fundação, escolheu na noite de ontem (11), a rainha e princesas do Carnaval de 2011. As eleitas foram como Rainha, Laura Sabino, 26 anos, moradora da Tijuca, estudante de psicologia, formada em marketing e passista da São Clemente. A Princesa foi Patricia Pontes, 27 anos, moradora do Centro, supervisora de atendimento e formada em Letras. "Ser rainha do Cordão da Bola Preta é um sonho realizado. O bloco de carnaval mais querido e antigo do Rio", declarou a rainha Laura.
Musas posam com a Princesa e Rainha: Julia Liers, Patrícia Pontes, Laura Sabino e Quitéria Chagas
A disputa começou à meia-noite reunindo 12 candidatas que desfilaram de vestido e biquíni para um júri, formado pelo jornalista Sergio Cabral, o compositor João Roberto Kelly, o carnavalesco Milton Cunha e atriz e musa Quiteria chagas, avaliou os quesitos beleza e harmonia, desembaraço, simpatia e samba.
Cada concorrente respondeu a uma pergunta feita pelos julgadores. O resultado tão aguardado foi anunciado pelo presidente do Cordão, Pedro Ernesto Marinho, às 2h30 da madrugada. A rainha 2010 Laura Lopes, passou a coroa para a eleita e as musas Quiteria Chagas e Julia Liers entregaram as faixas para as vencedoras.
"Vamos fazer um desfile maravilhoso nos dias 25 de fevereiro e 03 de março na Avenida Rio Branco. O Cordão da Bola Preta está de braços aberto para o folião", disse emocionado Pedro Ernesto.
Cerca de 800 pessoas foram prestigiar o evento, a banda-show animou a noite com um baile de pré-carnaval sob o comando do maestro Carlinhos apresentando um repertório de marchinhas carnavalescas e sambas-enredos que marcaram época.
Na festa houve a apresentação da camiseta oficial assinada pelo carnavalesco Milton Cunha com quatro modelos, dois femininos e dois masculinos, ao valor único de R$ 20,00. As eleitas desfilam ao lado da madrinha, a cantora Maria Rita, e da porta-estandarte, a atriz Leandra Leal.
Presidente: Pedro Ernesto Marinho
Madrinha: Maria Rita
Porta-estandarte: Leandra Leal
Rainha de 2011: Laura Lopes
Princesa 2011: Patricia Pontes
Musas 2011: Quiteria Chagas, Julia Liers e Renata Nascimento
Desfiles:
Dia 25/02 (sexta-feira) abertura do carnaval-Avenida Rio Branco
Concentração: Praça Mauá às 18h
Saída: Praça Mauá às 20h
Atrações: banda-show do Cordão, rainha, princesa e musas, além do cortejo real com Rei Momo
Dia 05/03 (sábado)-Avenida Rio Branco
Concentração: Cinelândia às 7h
Saída: Cinelândia às 9h
Atrações: banda-show do Cordão, rainha, princesa e musas, madrinha Maria Rita e porta-estandarte Leandra Leal.
Atriz, modelo e rainha de bateria, Viviane Araújo foi a escolhida para estampar esta edição comemorativa, de 40 anos, da 'Rio Samba e Carnaval'. Vale também como homenagem da revista ao Salgueiro, uma das mais tradicionais agremiações da cidade. “Ser capa da Rio Samba era um antigo sonho”, diz esta carioca de Jacarepaguá, conhecida no meio carnavalesco desde meados da década de 90.
Aos 35 anos, ela chegou à vermelha e branca da Tijuca em 2008. Pé quente, no ano seguinte Viviane já festejaria um campeonato, com Tambor, enredo de Renato Lage. Antes, já havia emprestado sua beleza para Mocidade Independente, Beija-Flor, União da Ilha, Vila Isabel e Viradouro, entre outras.
Morena, olhos e cabelos castanhos, 1,65 metro e 65 quilos, bonita, sarada e – todo mundo sabe – exímia ritmista no tamborim, ela sairá em 2011 como parte integrante do Bope, o Batalhão de Operações Policiais Especiais, fantasia que estará vestindo toda a bateria da vermelha-e-branca. “Agora estou aprendendo repique com o Mestre Marcão”, conta Viviane, mais salgueirense do que nunca.
Na sessão de fotos para a capa da revista, ela usava apenas um sutiã adesivo e tapa-sexo. Foram três horas no estúdio, entre a preparação da modelo e as fotos propriamente ditas. Trabalho pronto, uma “roupa de efeitos especiais” foi inserida na imagem, adornando o corpo de Vivi .
Além de ver o sonho do título inédito virar cinzas, a Acadêmicos do Grande Rio também teve uma perda muito relevante em seus bens patrimoniais e históricos. De acordo com o assessor de imprensa da Tricolor de Caxias, Avelino Ribeiro, a agremiação não perdeu só toda a produção do desfile de 2011, mas registros históricos e toda a megaestrutura que servia aos trabalhadores do barracão e aos dirigentes da Grande Rio.
A escola havia inaugurado recentemente um restaurante vip no local, que servia feijoada às quintas. Fora o refeitório, que contava com equipamentos modernos e diversas máquinas de suco. A maioria dos troféus ganhos pela Grande Rio também estavam no local, além de documentos da agremiação, computadores, fotos e arquivos raros que contavam a história da Tricolor.
Móveis parisienses, obras de arte, peças de cristal e até uma banheira de hidromassagem também foram destruídos. Quanto ao desfile deste ano, além de todas as fantasias da escola, mais de 300 máscaras, vindas de Nova Iorque, que fariam parte da fantasia da bateria, também foram embora no trágico incêndio. A diretoria da escola calcula um prejuízo mínimo de R$ 15 milhões.
Em meio ao clima de velório presente na Cidade do Samba na segunda-feira foi possível perceber a presença de membros de diversos segmentos das agremiações afetadas. Responsáveis pelo coração de suas escolas de samba, ritmistas de Portela, Grande Rio e União da Ilha marcaram presença no início da reconstrução do Carnaval de suas agremiações. Os integrantes das três baterias prometeram pôr a mão na massa e ajudar no mutirão.
Componente da Bateria da lha há 22 anos, Antônio Marcos, que toca surdo de primeira na bateria de mestre Riquinho, contou, com os olhos marejados e a voz embargada declarou que a escola não deixará de mostrar a sua marca registrada no Carnaval 2011: - Um acontecimento como esse desanima. Estamos muito tristes, mas no que depender da bateria, a Ilha vai ser a escola alegre de sempre. Já passamos por um problema pior, em 1999, mas naquela ocasião havia mais tempo para reconstruir o Carnaval. Vamos lutar para nos reerguer - disse, citando o incêndio que acabou com todas as alegorias da escola, às vésperas do Carnaval de 1999.
Já Gabriel Pessoa, que toca tamborim na Grande Rio há 12 anos, não acha que o rendimento da bateria da escola vai ser abaixo do esperado: - Acho que os ritmistas podem se empolgar ainda mais e mostrar que a escola tem garra. Ficamos chateados, mas não podemos deixar isso influenciar no desempenho da bateria. Vim aqui para ajudar naquilo que for possível. Daqui pra frente, vou tentar ajudar a escola no tempo livre que eu tiver.
Serginho, diretor de tamborim da bateria de Mestre Ciça, assistia atônito o barracão da agremiação, que foi o mais afetado, desfalecer em chamas. Ele fez coro às palavras de seus ritmistas: - De forma nenhuma isso vai nos atrapalhar, a bateria da Grande Rio está pronta!
A menos de um mês para o desfile na Marquês da Sapucaí, as chamas atingem os barracões da Portela, Grande Rio e União da Ilha
Um grande incêndio destrói pelo menos quatro barracões na Cidade do Samba, na Gamboa, Zona Portuária do Rio, na manhã desta segunda-feira. Uma enorme coluna de fumaça escura de cerca de 500 metros toma conta do céu na região. O fogo teve início por volta das 7h e se alastra rapidamente, uma vez que muito material inflamável está guardado no local. Pelo menos um funcionário da escola Grande Rio ficou ferido.
Grande parte do telhado e paredes já vieram abaixo por conta do fogo. A situação é bastante complicada no local, uma vez que os Bombeiros parecem não dar conta do incêndio, que se alastra rapidamente.
Os barracões atingidos são das escolas de samba Portela, Grande Rio e União da Ilha e um outro da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), que funciona como uma espécide de museu do carnaval.
O artesão Simon Garcia, de 26 anos, que trabalhava no barracão da Grande Rio, ficou ferido. Ele estava dormindo no galpão da escola quando as chamas começaram e se jogou do terceiro andar do prédio para fugir do fogo. O rapaz foi levado para o Hospital Souza Aguiar, onde está internado.
Há informações de que as chamas destruíram todas as fantasias e carros alegóricos das três agremiações guardados nos galpões, uma vez que quase tudo está pronto para o desfile na Marquês de Sapucaí, nos dias 7 e 8 de março.
'Não vamos nunca perder a nossa alegria'
Em entrevista ao programa Bom Dia Brasil, da Rede Globo, o presidente da União da Ilha, Ney Filardes contou que a escola já estava com 98% das alegorias prontas para o desfile, orçado em R$ 5 milhões. Bastante emocionado e nervoso, Filardes estava sendo medicado numa clínica e disse que haviam pessoas no barracão da agremiação no momento do início do incêndio, mas que parece que ninguém ficou ferido.
"O carnaval é festa, mas hoje o dia é de tristeza. Peço que as autoridades olhem para as escolas afetadas e nos ajudem a partir de agora. Vamos ver o que podemos fazer. Temos que nos unir em um grande mutirão e recomeçar do zero. É lamentável, não estou em condições de analisar nada neste momento, mas não vamos nunca perder a nossa alegria", lamentou o presidente, com a voz embargada.
Em 1999, também a um mês do carnaval, a União da Ilha também foi atingida por um incêndio. A escola conseguiu reconstruir o enredo “Barbosa Lima, 102 anos do sobrinho do Brasil”, e desfilar. Naquele ano, a agremiação terminou em décimo lugar.
Dez viaturas e 80 militares de sete quartéis do Corpo de Bombeiros tentam controlar as chamas. A coluna de fumaça pode ser vista além da Avenida Presidente Vargas e afeta o trajeto dos aviões no Aerporto Santos Dumont, que precisam sofrer um desvio. O trânsito está interditado nas ruas próximas à Cidade do Samba.
Os carros alegóricos das escolas ficam guardados no primeiro andar dos barracões, enquanto que as fantasias e alegorias ficam no segundo pavimento. No momento do início do fogo, poucas pessoas estavam na Cidade do Samba.
Incêndio no sábado
No sábado, um incêndio na Rua Equador, nos arredores da Cidade do Samba, destruiu o barracão da escola Alegria da Zona Sul, do grupo de acesso A. De acordo com estimativas da diretoria da agremiação, o prejuízio é de cerca de R$ 250 mil.
Escola de Ramos aposta em enredo sobre Medicina para tentar quebrar jejum de 10 anos sem título. No desfile, doenças recentes serão mencionadas com humor
Medicina e Carnaval: uma mistura que parecia improvável deu samba em Ramos, terra da Imperatriz Leopoldinense. Disposta a quebrar o jejum de 10 anos sem títulos, a escola levará para a Avenida o enredo ‘A Imperatriz adverte: Sambar faz bem a saúde’. Primitivos curandeiros, medicamentos genéricos e até as doenças modernas como a ‘gripe suína’ e o ‘mal da vaca louca’ vão desfilar na Verde e Branca. A agremiação de Ramos promete leveza e bom humor.
A escola de Ramos mostrará a medicina através dos tempos de forma lúdica
“Vamos mostrar a medicina através dos tempos, mas com uma visão lúdica. A escola terá luxo, mas muita leveza nas fantasias e alegorias”, revela o carnavalesco Max Lopes, que já no começo do desfile promete causar impacto com a renovação do símbolo da escola. “A coroa está inserida na África, onde homens primitivos começaram a praticar o curandeirismo”.
AImperatriz faz um passeio por antigas civilizações quando homens buscavam cura para doenças: “Teremos três tripés mostrando Índia, Mesopotâmia e China”. No segundo carro, que tem o Egito como tema, a figura do ‘Deus da peste’ promete assustar o público. Com mais de 8 m de altura vai chegar perto das arquibancadas e camarotes.
Para lembrar Hipócrates — grego considero pai da medicina ocidental — a escola trará representação de um templo aos pés do Monte Olimpo, com quase 10 m de altura. “O carro terá elevadores hidráulicos para passar pela torre de TV”.
No setor que abordará a medicina moderna, ‘foliões indesejáveis’, como o mosquito da dengue, cairão no samba. “Num dos carros teremos porco, galinha e vaca para lembrar as doenças da modernidade. Depois vamos mostrar que a dor de amor é a mais difícil de curar”, diverte-se.
A inspetora de Polícia Civil Isabella Magacho Picanço é a nova rainha de bateria da Inocentes de Belford Roxo. Ex-primeira princesa da corte do carnaval carioca, Isabella aceitou ontem o convite do presidente da escola, Reginaldo Gomes. De acordo com a assessoria da Inocentes, a coroação da inspetora deve acontecer na próxima semana.
- Eu estou muito feliz com o convite. A surpresa que vai ter na bateria tem tudo a ver comigo - diz Isabella.
Isabella deixou a corte do carnaval no último dia 17. a policial civil acusou Marco Antônio Ferreira, coordenador da corte pela Riotur, de exigir que ela mudasse de estilista ou submetesse a ele previamente os figurinos, alegando que as princesas não poderiam "ofuscar" ou "afrontar" a rainha Bianca Salgueiro.
Uma "diabinha" vai atentar o juízo dos marmanjos na Sapucaí durante o desfile da Mocidade Independente de Padre Miguel. Com pintura corporal do busto à genitália, Angela Bismarchi vai incorporar Lilith, a mãe do fogo, a convite do carnavalesco Cid Carvalho. A "fantasia" — que inclui um rabinho e adesivo cirúrgico como tapa-sexo — será usada na frente do carro que representa a Igreja Católica.
— A igreja é parceira do carnaval desde sempre. É ela quem cria a data da festa (o calendário acompanha a data da quaresma). A relação entre nós tem que ser de respeito. Quando se está levando a imagem de Deus com respeito, qual o problema? — argumenta Cid Carvalho.
O carnavalesco pretende mostrar no enredo "Parábola dos divinos semeadores" celebrações e rituais ligados à terra, que são apontados como a origem da folia.
— O enredo não é a história da agricultura , com transgênicos. Não é uma coisa engessada, careta. Vamos mostrar, através desses rituais ligados ao que a terra dá ao homem, como o carnaval é herdeiro de celebrações a deuses, como Ísis, deusa da agricultura, no Antigo Egito; e Baco, senhor das uvas e das parreiras, na Grécia.
Não há uma única definição para Lilith na história. Ela pode ser apontada como uma Deusa Mãe, venerada por tribos agrícolas pré-históricas que resistiam a invasões de povos nômades ou, na literatura hebraica, como a primeira mulher de Adão (como na imagem do alto, postada no Twitter de Angela em dezembro). Nesta versão, ela se recusa a ser submissa, foge e dá origem a seres demoníacos.
A modelo Angela Bismarchi, que se diz simpatizante da filosofia da igreja evangélica batista, arrumou uma estratégia artística para não ir de encontro aos princípios religiosos: vai encarar Lilith como uma personagem.
— O carnavalesco falou realmente sobre a diabinha, mas pedi a ele que fosse um personagem. Gosto de ser um personagem na Avenida. Creio em Deus, minha família tem católicos e evangélicos, gosto da igreja batista. Nunca vou bater de frente com a igreja. Encaro como se fosse um personagem de novela — afirma a modelo.
Angela garante que não há chance de a polêmica com a igreja ser maior do que o previsto, por conta do adesivo cirúrgico. Em 2007, parte dele se soltou na Avenida e, por pouco, a Porto da Pedra não perdeu pontos (fotos acima).
— Daquela vez descolei o adesivo antes de entrar na Avenida, porque tive vontade de ir ao banheiro. Depois disso, aprendi a lição. Depois que coloco o adesivo, só vou ao banheiro depois do desfile — garante ela.
A Riotur apresenta, hoje, a nova princesa do Carnaval 2011. A estudante de Engenharia, Suzan Gonçalves, de 24 anos, a quinta colocada no Concurso Rainha do Carnaval, assume o posto de 2ª princesa, antes ocupado por Talita Del Castilhos, que ganha agora o cargo de 1ª Princesa do Carnaval Carioca.
Hoje, o Secretário Municipal de Turismo e Presidente da Riotur, Antonio Pedro Figueira de Mello, recebeu das mãos da ex-princesa do Carnaval, Isabella Picanço, a carta com o pedido de afastamento, a coroa e a faixa de 1ª Princesa.
- Fazer parte da Corte do Carnaval carioca não é para qualquer um. Além de uma agenda repleta de eventos a cumprir, o cargo exige muita disposição, preparo físico e dedicação. Os verdadeiros soberanos são aqueles que vão até o final - explica o Presidente da Riotur, Antonio Pedro Figueira de Mello.
A realeza do samba, que abriu a temporada do pré-carnaval há oito dias, não será mais a mesma a partir de hoje. Insatisfeita com pressões para mudar o figurino - bancado por ela mesma - e reduzir o brilho nas fantasias a fim de não ofuscar a rainha Bianca Salgueiro, a inspetora de Polícia Civil Isabella Magacho Picanço, primeira princesa da corte, está renunciando à função. A presença no ensaio técnico de ontem foi o último compromisso cumprido pela policial.
- Entrei no concurso para ficar feliz, para me divertir, e não é o que está acontecendo. Então, prefiro sair - declara Isabella.
Em declaração escrita, a policial civil afirma que Marco Antônio Ferreira, coordenador da corte pela Riotur, estaria exigindo que ela mudasse de estilista ou submetesse a ele previamente os figurinos, sob pena de não desfilar na Sapucaí se não o fizesse. A alegação do coordenador, segundo Isabella, seria a de que as princesas não poderiam "ofuscar" ou "afrontar" Bianca.
"Não acho justo empobrecer e desmerecer as princesas do carnaval para poder enaltecer a rainha", afirma Isabella, na declaração.
A intenção de deixar a corte já tinha sido manifestada no último dia 11, quando a primeira princesa teria procurado Marco Antônio. Na ocasião, Isabella teria sido convencida por ele a permanecer no grupo e redigido outra carta - não datada - ditada pelo coordenador. O documento, com a assinatura dela, teria ficado com ele.
- Permaneci porque achei que as coisas iam mudar, mas, infelizmente, isso não aconteceu - explica a policial, que pretende devolver faixa e coroa ainda esta semana (os R$ 15 mil do prêmio do concurso ainda não teriam sido debitados na conta da policial civil).
A saída de Isabella é a segunda baixa na corte de 2011. O quarteto eleito em novembro tinha Milton Júnior como Rei Momo, Bianca Salgueiro como Rainha do Carnaval, Jéssica Maia como primeira princesa e a policial como segunda. Em dezembro, Jéssica anunciou que deixaria o grupo para se dedicar mais à Alegria da Zona Sul, escola do Grupo A da qual é madrinha de bateria. Com a despedida, Isabella se tornou a primeira princesa e Talita Del Castilhos, quarta colocada no concurso, assumiu a vaga ocupada anteriormente pela policial.
Leia aqui o desabafo de Isabella:
“Eu, Isabella Magacho Picanço, venho por meio desta esclarecer fatos lamentáveis que vêm ocorrendo comigo junto à corte do carnaval do RJ.
No dia 11 de janeiro, estive na Riotur com uma declaração informando que eu estava renunciando ao posto de princesa do carnaval, já que no dia 09 de janeiro, domingo, o coordenador e responsável pela Corte do RJ, Marco Antônio Ferreira, antes do inicio do 1º ensaio técnico na Marquês de Sapucaí, fez uma reunião com a presença de toda a corte e disse, entre outras coisas, que se algum de nós do cortejo quisesse desistir não teria problema algum, era necessário apenas entregar um ofício endereçado a Riotur informando que estava renunciando ao cargo e devolvendo a coroa e a faixa.
Ao entregar esse ofício, o sr. Marco Antônio pediu para que nós conversássemos, dizendo que os fatos narrados acima o prejudicariam, e me solicitou fazer outro ofício com teor ditado por ele próprio, solicitando inclusive que eu deixasse esse ofício sem data, na intenção de me convencer a permanecer junto da corte. Ao atender o solicitado, me senti fragilizada em virtude de ,a qualquer momento em que eu não atender às suas exigências, ele dê entrada no ofício assinado por mim, sem data prevista.
Os fatos expostos nos dois ofícios entregues ao sr. Marco Antônio tiveram a intenção de não comprometer a corte real do RJ, mas, infelizmente, não são os motivos verdadeiros da minha renúncia da função de 1ª princesa do Carnaval do RJ.
Resolvo, com muito pesar e tristeza, definitivamente, renunciar ao posto de 1ª princesa do carnaval do RJ, porque estou sendo pressionada a cumprir determinações do sr. Marco Antônio Ferreira, responsável pelo Cortejo Real, que não constam no regulamento do concurso.
Tudo começou com ele me pressionando para que eu fizesse minhas roupas dos desfiles dos ensaios técnicos com um estilista da sua preferência. Não concordei e resolvi fazer minhas roupas no atelier da Sônia Izidoro.
O sr. Marco Antônio, ao me convencer a permanecer no cortejo, me prometeu que não interferiria nas minhas roupas e nem fantasias. O que na verdade não aconteceu. O sr. Marco Antônio, ao contrário, pré-determinou um estilista de sua preferência para fazer os figurinos e confeccionar as fantasias do cortejo real.
Em um dos momentos em que eu me opus a cumprir com essas exigências, dizendo que queria fazer a fantasia com meu estilista, Guilherme Alvis, o sr. Marco Antônio, de forma descabida, disse que as fantasias teriam de ser confeccionadas nos mesmos padrões dos figurinos estipulados por ele, e, caso não fossem, tentaria impedir o meu desfile na Sapucaí. Isso, segundo ele, porque eu iria ofuscar e afrontar a rainha, e esta sempre tem que estar mais luxuosa do que as princesas.
Gostaria de esclarecer que tanto o atelier da Sra Sônia Izidoro, como também o estilista Guilherme Alvis vêm me apoiando, ajudando e confeccionando as minhas roupas e fantasias desde da época do concurso para Rainha do Carnaval 2011.
Fico impressionada que o sr. Marco Antônio faça esses tipos de exigências, já que consta no art. 18 do regulamento do concurso que os CUSTOS DAS FANTASIAS SÃO DE RESPONSABILIDADES DAS PRÓPRIAS CANDIDATAS. Gostaria de acrescentar ainda que, inclusive, as roupas usadas nos ensaios técnicos, blocos, e nas escolas de samba, são arcados pelas próprias candidatas.
Mediante os fatos narrados não me vejo na obrigação de aceitar essas condições impostas pelo sr. Marco Antônio, porque entendo que a rainha tem que ter o seu ESPLENDOR, mas não ACHO JUSTO EMPOBRECER E DESMERECER AS PRINCESAS DO CARNAVAL PARA PODER ENALTECER A RAINHA.
Quero aproveitar para agradecer a todos que me apoiaram e me acompanharam até este momento. Meus sinceros agradecimentos, pois este título conquistado no concurso dedico a todos vocês, mas faço questão de dizer que não me afasto do carnaval de 2011, porque isso, sim, é minha grande paixão.”
Rainha de bateria da Imperatriz Leopoldinense sambou na noite deste sábado (15)
Luiza Brunet e Elymar Santos durante o ensaio técnico da Imperatriz Leopoldinense na Marquês de Sapucaí
Luiza brunet apostou em um decote generoso para ir ao ensaio técnico da Imperatriz Leopoldinense, escola carioca da qual é rainha de bateria, na noite deste sábado (15). Embora usasse um corpete chamativo e cheio de pedras e brilhos, a ex-modelo foi discreta ao realizar o ensaio usando uma calça comprida preta. Simpática, ela posou ao lado dos ritmistas da agremiação e do cantor Elymar Santos.
Ex-modelo samba à frente dos ritmistas da agremiação carioca
DOMINGO DIA 9 DE JANEIRO, FOI UM DIA DE FESTA PARA A MUSA DO CARNAVAL IGUABENSE PATRÍCIA JARDIM, REUNIDA COM FAMILIARES E BONS AMIGOS, COMEMOROU SEUS 40 ANOS NO CACIQUE DE RAMOS E NA QUADRA DA IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE, O POVO DE IGUABA GRANDE QUE FRETOU UM ÔNIBUS PARA CONHECER A ÁREA DA LEOPOLDINA NÃO SE ARREPENDEU E CANTOU O PARABÉNS À NOSSA ETERNA RAINHA AO SOM DA BATERIA SWING DA LEOPOLDINA.