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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

12 SAMBAS SE APRESENTARAM DOMINGO NA IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE


Eliminatória de Sambas!

Após a eliminação de dois sambas, no último domingo, a disputa de sambas-enredos para o carnaval 2013 da Imperatriz Leopoldinense, continua a todo vapor.
12 composições se apresentarão dia 02/09, onde mais duas obras serão afastadas da disputa, que terá no dia 17 de outubro sua grande final.
Confira abaixo a ordem de apresentação dos sambas, que serão cantados em quatro “passadas”, sendo três acompanhadas da bateria de Mestre Noca.
1 – Marquinho Lessa, Jorge do Finge e Adriano Ganso (13)
2 - Me leva, Gil Branco, Tião Pinheiro, Drummond e Maninho do Ponto (20)
3 - Zé Katimba (02)
4 - Jurandir, Anibal, Vicentinho, Gilberto Gomes e Vanderlei Sena (15)
5 - Aldir Senna, Dia Andrade, Frank, Saintclair Cunha e Maurício Juliano (18)
6 - J.L. Froes, Sandra Maria, Sandro Nery, Bete Nobre e Edmar Silva (09)
7 - Xande, Carvalho, Bené, Augusto e Caçanges (05)
8 - Henrique César, Leandro Thomaz, Clebinho Show, M. Viana e Preto Jóia (04)
9 - Jeferson Lima, Edu da Penha, Alexandre D'mendes, Neto e Tuninho Professor (19)
10 - Ilan do Laguinho, Aureliano Neck, Nonato Soledade, Claudimoar Rosa e Vicente Cruz (07)
11 - Jorge Arthur, Rômulo Meirelles, Josimar, Carlos Kind e Bira da Globo (14)
12 - Amaurizão, Laércio, Fernando Pinto, Aloísio Reis e Chopinho (21)
As eliminatórias de sambas acontecem aos domingos, a partir das 20:00 H, com ingressos a R$ 15,00 (Masc/Fem)

domingo, 26 de agosto de 2012

Escolas do antigo Grupo A vão ter que 'rebolar'

 
 Com a criação da Série Ouro a partir da fusão dos grupos de Acesso A e B do carnaval carioca, algumas dessas escolas de samba vão travar uma disputa tão difícil quanto ganhar o título: colocar na Avenida um desfile com menos dinheiro. Até o último desfile, Império Serrano, Viradouro, Estácio e mais seis escolas do antigo Grupo A recebiam R$ 550 mil da Riotur. Caso a subvenção do município não sofra reajuste, estas agremiações perderão quase R$ 200 mil, já que terão que passar a dividir o "bolo" com as escolas vindas do Grupo B.
— As escolas do Grupo A perdem no início da fusão. Mas a criação da Série Ouro foi um consenso de todos. Queremos fortalecer o grupo e valorizar as escolas — explica Déo Pessoa, presidente da Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Lierj), entidade que representa as escolas da Série Ouro: — Ainda não conversamos com a Riotur sobre o valor da subvenção. Mas estamos buscando outras fontes de recursos para depender menos do dinheiro público.
A Riotur, por sua vez, alega que o valor da verba destinada para estas escolas será discutido em breve, assim como o critério de escolha dos jurados, que volta a ser de responsabilidade da Prefeitura. Enquanto isso, dirigentes buscam uma alternativa para driblar a queda da receita. Outro ponto discutido é o tempo do desfile, que vai diminuir. Acostumadas a desfilar em uma hora no Grupo A, as escolas terão que cruzar a Sapucaí em 55 minutos.
— O regulamento deve reduzir o número de carros de 5 para 4. Isso deve compensar a diminuição de tempo. Quanto ao dinheiro, recebemos ajuda de empresários de Niterói. E, como vamos homenagear o Salgueiro, buscaremos parcerias com a escola — diz Gusttavo Clarão, presidente da Viradouro.
Se de um lado há preocupação, no antigo Grupo B o clima é de festa. A subvenção passará de R$ 180 mil para R$ 360 mil, aproximadamente. Quem está rindo à toa é o presidente da Vila Santa Tereza, Marcelo Figueiredo. A escola agora está a um passo do Grupo Especial:

— Estamos trocando de barracão, melhorando a infraestrutura. Colocávamos na Sapucaí 1.300 componentes e agora vamos com 2 mil. E será ótimo desfilar ao lado de Império e Viradouro.
Grupo Especial tem uma chuva de patrocínios
Esse carnaval definitivamente não vai ser igual àquele que passou. Se em 2012 tivemos uma ótima safra de enredos, a maioria exaltando aspectos importantes da nossa cultura, no ano que vem os temas não são empolgantes, com o patrocínio voltando a mandar no Grupo Especial.
Os enredos geográficos terão força total na Avenida em 2013. A campeã Unidos da Tijuca e a estreante Inocentes de Belford Roxo buscaram no exterior sua inspiração: a Alemanha será o enredo desenvolvido por Paulo Barros, enquanto a escola da Baixada vai exaltar a Coreia do Sul. No categoria "turismo nacional", teremos o Pará na Imperatriz e uma homenagem a Cuiabá na Mangueira. A Vila Isabel vai fazer um passeio pelo Brasil rural, mostrando as manifestações culturais do interior do Brasil. Já a Beija-Flor promete outra viagem, contando a história do cavalo mangalarga marchador!
Salgueiro e Mocidade terão enredos inusitados, também patrocinados. A vermelho e branco de Renato Lage vai falar da fama, enquanto a escola de Padre Miguel levará Rock in Rio para a Sapucaí. A São Clemente terá como tema as novelas da TV; já a Grande Rio vai tentar carnavalizar a luta do Rio pelos royalties do petróleo...
A única personalidade homenageada é Vinicius de Moraes, que vai ser enredo da União da Ilha. Já Paulinho da Viola será o condutor do enredo da Portela, sobre os 400 anos de Madureira.

fonte: jornal extra

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

14 SAMBAS SEGUEM NA DISPUTA DA IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE, CONFIRA A ORDEM DE APRESENTAÇÃO PARA O PRÓXIMO DOMINGO DIA 26.


Eliminatória de Sambas!

 No próximo domingo, 26 de agosto, é dia de mais uma eliminatória de sambas-enredo da Imperatriz leopoldinense, Como já é tradicional na Imperatriz, a ala de compositores mais uma vez caprichou nas composições e teremos umas das disputas mais acirradas dos últimos anos.
 Cantando o Enredo Pará, O Muiraquitã do Brasil – “Sobre a nudez forte da verdade, o manto diáfano da fantasia, dos carnavalescos Cahê Rodrigues, Kaká e Mário Monteiro, 14 obras se apresentarão no quarto dia de cortes, onde dois sambas serão afastados da disputa.
 A escolha do Samba oficial para o carnaval 2013 está marcada para o dia 17 de outubro e até o dia da grande final teremos apresentações emocionantes na quadra de ensaios “Luiz Pacheco Drumond”.
 Confira abaixo a ordem de apresentação dos sambas em 26/08, onde cada samba será cantado quatro vezes, sendo que apenas três terão o acompanhamento da bateria.
1 - Jeferson Lima, Edu da Penha, Alexandre D'mendes, Neto e Tuninho Professor (19)

2 - Aldir Senna, Dia Andrade, Frank, Saintclair Cunha e Maurício Juliano (18)
3 - Tonhão Moura, Araujo Tricolor, Ricardo Gama, Jorge Luperce e Luciano Silva (10)

4 – Zé Katimba (02)
5 -  Xande, Carvalho, Bené, Augusto e Caçanges (05)
6 - Amaurizão, Laércio, Fernando Pinto, Aloísio Reis e Chopinho (21)
7 - J.L. Froes, Sandra Maria, Sandro Nery, Bete Nobre e Edmar Silva (09)

8 - Juruna, Robert Farrow, Jorginho Anhangá, Vitor Kacs e Lindomar (06)
9 - Jorge Arthur, Rômulo Meirelles, Josimar, Carlos Kind e Bira da Globo (14)

10 - Jurandir, Anibal, Vicentinho, Gilberto Gomes e Vanderlei Sena (15)
11 - Ilan do Laguinho, Aureliano Neck, Nonato Soledade e Claudimoar Rosa (07)

12 -  Marquinho Lessa, Jorge do Finge e Adriano Ganso (13)
13 - Me leva, Gil Branco, Tião Pinheiro, Drummond e Maninho do Ponto (20)
14 - Henrique César, Leandro Thomaz, Clebinho Show, M. Viana e Preto Jóia (04)

As eliminatórias de sambas acontecem aos domingos, a partir das 20:00 H, com ingressos a R$ 15,00 (Masc/Fem)

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Mirella Santos está magoada com a Grande Rio


Mirella Santos está magoada com a Grande Rio
Mirella Santos está magoada com a Grande Rio Foto: Manoela Scarpa/ Photo Rio News

 Mirella Santos está magoada com a Grande Rio. A amigos, a loura não esconde a decepção pelo fato de não ter sido escolhida como substituta de Ana Furtado como rainha de bateria. Contra Mirella pesou o fato de não ser global, algo que é imprescindível para a escola de Caxias. Para piorar, a beldade não está garantida no chão depois que a escola reduziu o número de musas de 23 para 8 no desfile do ano que vem.

fonte: jornal extra

sábado, 4 de agosto de 2012

CONFIRA A ORDEM DE APRESENTAÇÃO DOS SAMBAS DA IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE


Eliminatória de Sambas!

Vai ter início no próximo domingo, 05 de agosto, uma das mais esperadas eliminatórias  de sambas-enredo do carnaval carioca.
Como já é tradicional na Imperatriz, a ala de compositores mais uma vez caprichou nas composições e teremos umas das disputas mais acirradas dos últimos anos.
Cantando o Enredo Pará, O Muiraquitã do Brasil – “Sobre a nudez forte da verdade, o manto diáfano da fantasia, dos carnavalescos Cahê Rodrigues, Kaká e Mário Monteiro, 21 obras se apresentarão no primeiro dia de cortes, onde três sambas serão afastados da disputa.
A escolha do Samba oficial para o carnaval 2013 está marcada para o dia 17 de outubro e até o dia da grande final teremos apresentações emocionantes na quadra de ensaios “Luiz Pacheco Drumond”.
Confira abaixo a ordem de apresentação dos sambas em 05/08, onde cada samba será cantado quatro vezes, sendo que apenas duas terão o acompanhamento da bateria.
1 – Amaurizão, Laércio, Fernando Pinto, Aloísio Reis e Chopinho (21)
2 - Aldir Senna, Dia Andrade, Frank, Saintclair Cunha e Maurício Juliano (18)
3 - Haroldo César, Marão, Nando do Banjo, Leandro Muniz e José Lemos (08)
4 - Jeferson Lima, Edu da Penha, Alexandre D'mendes, Neto e Tuninho Professor (19)
5 - Marquinho Lessa, Jorge do Finge e Adriano Ganso (13)
6 - Ari Nunes e João José (01)
7 - Xande, Carvalho, Bené, Augusto e Caçanges (05)
8 - Jurandir, Anibal, Vicentinho, Gilberto Gomes e Vanderlei Sena (15)
9 - Nenel da Imperatriz, Ney Rocha, Rosalvo Mesquita e Claudio Peixinho (11)
10 - Vaninho da Imperatriz, Dr. Alcir, Brandãozinho da Imperatriz e Marcos Reis (12)
11 - Henrique César, Leandro Thomaz, Clebinho Show, M. Viana e Preto Jóia (04)
12 - Gilberto Magalhães, Fernando Muniz, Chiquinho Baluarte e Betinho (03)
13 - Claudio Ravel, Ferrari e Paula (17)
14 - Juruna, Robert Farrow, Jorginho Anhangá, Vitor Kacs e Lindomar (06)
15 - J.L. Froes, Sandra Maria, Sandro Nery, Bete Nobre e Edmar Silva (09)
16 - Jorge Arthur, Rômulo Meirelles, Josimar, Carlos Kind e Bira da Globo (14)
17 - Ilan do Laguinho, Aureliano Neck, Nonato Soledade e Claudimoar Rosa (07)
18 - Jaqueline Reis, Frank Santos, Jorginho Teles e Santos Melodia (16)
19 - Me leva, Gil Branco, Tião Pinheiro, Drummond e Maninho do Ponto (20)
20 - Tonhão Moura, Araujo Tricolor, Ricardo Gama, Jorge Luperce e Luciano Silva (10)
21 - Zé Katimba (02)
As eliminatórias de sambas acontecem aos domingos, a partir das 20:00 H, com ingressos a R$ 15,00 (Masc/Fem)
fonte: imperatrizleopoldinense.com.br

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

A DISPUTA JA COMEÇOU NA IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE


21 sambas inscritos na Disputa 2013!

Os consagrados compositores da Imperatriz Leopoldinense apresentaram no último domingo, 29 de julho, as obras concorrentes ao posto de hino oficial de nossa agremiação no carnaval de 2013.
Apresentando o enredo “Pará, O Muiraquitã do Brasil – “Sobre a nudez forte da verdade, o manto diáfano da fantasia.” , 21 obras foram inscritas na disputa de samba da Imperatriz.
Confira abaixo a lista de sambas inscritos:
01 – Ari Nunes e João José
02 – Zé Katimba
03 – Gilberto Magalhães, Fernando Muniz, Chiquinho Baluarte e Betinho
04 – Henrique César, Leandro Thomaz, Clebinho Show, M. Viana e Preto Jóia
05 – Xande, Carvalho, Bené, Augusto e Caçanges
06 – Juruna Zona Sul, Robert Farrow, Jorginho Anhangá, Vitor Kacs e Lindomar
07 – Ilan do Laguinho, Aureliano Neck, Nonato Soledade e Claudimoar Rosa
08 – Haroldo César, Marão, Nando do Banjo, Leandro Muniz e José Lemos
09 – J.L. Froes, Sandra Maria, Sandro Nery, Bete Nobre e Edmar Silva
10 – Tonhão Moura, Araujo Tricolor, Ricardo Gama, Jorge Luperce e Luciano Silva
11 – Nenel da Imperatriz, Ney Rocha, Rosalvo Mesquita e Claudio Peixinho
12 – Vaninho da Imperatriz, Dr. Alcir, Brandãozinho da Imperatriz e Marcos Reis
13 – Marquinho Lessa, Jorge do Finge  e Adriano Ganso
14 – Jorge Arthur, Rômulo Meirelles, Josimar, Carlos Kind e Bira da Globo
15 – Jurandir, Anibal, Vicentinho, Gilberto Gomes e Vanderlei Sena
16 – Jaqueline Reis, Frank Santos, Jorginho Teles e Santos Melodia
17 – Claudio Ravel, Ferrari e Paula
18 – Aldir Senna, Dia Andrade, Frank, Saintclair Cunha e Maurício Juliano
19 – Jeferson Lima, Edu da Penha, Alexandre D’mendes, Neto e Tuninho Professor
20 – Me leva, Gil Branco, Tião Pinheiro, Drummond e Maninho do Ponto
21 – Amaurizão, Laércio, Fernando Pinto, Aloísio Reis e Chopinho
fonte: imperatrizleopoldinense.com.br

terça-feira, 31 de julho de 2012

União da Ilha: Mestre Odilon é apresentado oficialmente


 Mestre Odilon foi apresentado oficialmente à comunidade da União da Ilha no último sábado. Antes da apresentação dos sambas concorrentes para o carnaval 2013, um dos pontos altos da festa foi a homenagem prestada pela diretoria da escola ao sambista. Odilon dividirá o comando da bateria com o Mestre Riquinho.
Odilon (C) comemora com Paulão e Riquinho (D): Ilha em festa | Foto: Divulgação
Odilon (C) comemora com Paulão e Riquinho (D): Ilha em festa 
fonte: o dia na folia

sexta-feira, 27 de julho de 2012

DOMINDO É DIA DE SAMBA E FEIJOADA NA IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE



Samba com Feijoada!

A combinação não poderia ser melhor: Samba da Imperatriz e Feijoada nota 10! Será essa a dobradinha que espera a família gresilense na quadra de ensaios da Rua Professor Lacê, no dia 29 de julho.
Como já é tradição na Escola, os consagrados compositores da Imperatriz apresentarão seus sambas concorrentes para o desfile de 2013, acompanhados da premiada bateria de Mestre Noca.
O dia da gravação é aguardado com muita expectativa por torcedores e componentes gresilenses. Será dado, nesse dia, o primeiro encontro dos apaixonados pela imperatriz e a obra que defenderá na avenida o enredo "Pará – O Muiraquitã do Brasil".
Pelo segundo ano consecutivo o prêmio "Feijoada Nota 10" promovido pelo "Rio Gastronomia" do jornal O Globo, escolherá entre as diversas agremiações a melhor Feijoada das Escolas de Samba.
A imperatriz Leopoldinense participará do concurso, com a feijoada da Dona Leopoldina, que será servida durante a apresentação dos Sambas.
No intervalo para o almoço da bateria, além da apresentação de um renomado grupo de samba, será sorteado diversos brindes aos participantes da festa.
A entrada é franca, e os tíquetes da feijoada já estão à venda com preço promocional, na secretaria da quadra.
fonte: imperatrizleopoldinense.com.br

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Leia a sinopse do enredo da Grande Rio para o Carnaval 2013

Grande Rio



Enredo: “AMO O RIO E VOU À LUTA: OURO NEGRO SEM DISPUTA” … “CONTRA A INJUSTIÇA EM DEFESA DO RIO”…


Uma Inspiração…
- o petróleo é muito novo – prosseguiu o geólogo. – não tem um século de vida, pois praticamente começou em 1859 com o poço do Coronel Drake. Quando o petróleo apareceu em cena, o grande combustível era o carvão de pedra. E talvez que quando o petróleo acabe tenhamos que voltar ao carvão de pedra, muito mais abundante na natureza. Mas a culpa do petróleo acabar depressa vai caber aos americanos. Tiram petróleo demais; gastam-no demais. Quantos milhões de anos não levou a natureza para fabricar cada bilhão de barris que eles extraem anualmente? Nem tem conta. O petróleo é filho do sol, como também o carvão de pedra. O Sol é fonte da vida e, portanto, a fonte da matéria orgânica que gera o petróleo. Logo, o petróleo é o sol – são os raios dum sol de milhões de anos atrás que ficaram enterrados no seio da Terra. Os homens, esses engenhosos bichinhos, furam o chão e desenterram os raios de sol líquido. E os reduzem a gasolina, a querosene, a óleo combustível, a óleo lubrificante, a parafina, a supergás, a quase 300 produtos diferentes. Até perfumes eles tiram do petróleo bruto. E com esses ingredientes operam-se prodígios – sobretudo em matéria de transportes.

Continuamente, pelo mundo inteiro, milhões de baratinhas metálicas, chamadas automóveis, percorrem os caminhos e as ruas em todas as direções. Cada vez mais o céu se enche das gigantescas aves mecânicas, chamadas aviões. Por cima dos mares correm aos milheiros os navios tocados a petróleo. Pelo seio das águas sulcam os submarinos movidos a petróleo. Por toda parte fábricas e mais fábricas rodam sem parar, graças à força do petróleo. O petróleo transformou-se no motor do mundo.

- Por quê?
- Porque não passa de energia mecânica sob forma líquida, facilmente transportável para todos os pontos da Terra. Que é uma caixa de gasolina? São milhares de calorias enlatadas. Cada litro de petróleo, quando queimado produz 12 mil calorias – muito mais que o carvão de pedra, a lenha e todas as coisas de queimar. Colocado num motor, esse petróleo se transforma em energia mecânica, a serviço de todos os trabalhos do homem – para puxar carros, para mover navios ou aviões, para levantar pesos nos guindastes, para movimentar as mil máquinas das fábricas, para tudo quanto o homem faz com o fogo ou com as pequeninas explosões dos gases. [...]

Fonte: LOBATO, Monteiro. O Poço do Visconde. São Paulo: Brasiliense, 1965.

G.R.E.S. Acadêmicos do Grande rio 2013
“AMO O RIO E VOU À LUTA: OURO NEGRO SEM DISPUTA”
… “CONTRA A INJUSTIÇA EM DEFESA DO RIO”…

Intenção do enredo

A G.R.E.S. Acadêmicos do Grande Rio inspirada por seu amor ao Rio de Janeiro se une para criar seu próprio manifesto a favor do clamor popular focando nos direitos aos benefícios provenientes sobre a produção petrolífera do nosso Estado; o Rio de Janeiro produz 83% de todo o petróleo existente no território nacional. Temos o ônus, merecemos o bônus!

Muitos municípios – incluindo a nossa capital – são beneficiados por esses dividendos, promovendo melhorias, nos mais variados segmentos, como mobiliário urbano, segurança, transportes, inserção social entre outros.
Traduzindo plasticamente toda esta cadeia, mostraremos em nosso desfile não só a produção e seus benefícios diretos como a formação de mão de obra qualificada dedicada à mesma.

Estendendo estes benefícios ao crescimento urbano dos municípios, as melhorias se fazem notórias na educação, saúde, reorganização e expansão geográfica dos espaços, aglutinando a população e aos que lá chegam proporcionando mais conforto local em um todo.

Entretanto, todas estas melhorias provocam mais gastos às suas prefeituras e obviamente os “Royalties” na maioria dos casos são a única fonte para a manutenção operacional e financeira do município. Está aqui o cerne desta questão tão polêmica no âmbito político com projetos de leis que ainda não foram votadas nas esferas de Brasília, que visam à diluição destes proventos entre todos os municípios da Federação.

Caso isso ocorra, os atuais municípios beneficiados não conseguirão sobreviver dos parcos recursos que restarão e como conseqüência será notória a degradação urbana e sua falência administrativa e financeira causando danos irreversíveis para estes logradouros e sua população não atendida.

A criação deste repasse, inicialmente, visa à manutenção do equilíbrio ecológico com varias medidas de contenção, projetadas para cada região, onde equipes de técnicos das mais variadas especialidades dedicam-se a minimizar o possível desastre à biodiversidade local que, certamente, atingiria toda a população.

Atualmente o Carnaval é a maior e mais espetacular festa popular onde podemos sambar brincar e nos divertir na maior liberdade, mas também nos dá a possibilidade de atingir os corações dos que nos acompanham in loco ou através dos mais variados meios de comunicação com enredos que espelham quem somos – o que queremos e merecemos – e este com certeza nos toca diretamente – o respeito ao nosso querido Estado do Rio de Janeiro e aos que aqui vivem e trabalham.

Somos uma massa homogênea, consciente de seus deveres clamando por seus direitos em uma só voz a levantar a bandeira contra a [...] “Injustiça em defesa do Rio”…

Roberto Szaniecki
Carnavalesco

G.R.E.S. Acadêmicos doGrande rio 2013
“AMO O RIO E VOU À LUTA: OURO NEGRO SEM DISPUTA”
… “CONTRA A INJUSTIÇA EM DEFESA DO RIO”…

SINOPSE SETORIZADA PARA COMPOSITORES

Introdução:

A descoberta de petróleo na camada pré-sal, localizada a 7 mil metros abaixo do nível do mar em uma área de 200 quilômetros de largura e 800 quilômetros de extensão, pode colocar o Brasil entre os maiores produtores mundiais de petróleo.

Ainda não foi totalmente estabelecida a quantidade exatas de petróleo na camada pré-sal, os impactos ambientais, além das regras para a exploração desse petróleo, porém a distribuição dos royalties sobre esta produção além da já existente, vem sendo um dos assuntos mais discutidos sobre o pré-sal.

O termo “royalties” originou-se na Inglaterra, no século XV. Ele foi criado como uma forma de compensação (pagamento) à realeza em virtude de disponibilizar suas terras à exploração de minério. Atualmente, esse termo é utilizado para definir o pagamento ao dono de uma patente.

No Brasil, o valor arrecadado pelos royalties do petróleo é dividido entre a União, estados e municípios produtores ou com instalações de refino e de auxílio à produção.

Mostraremos através dos setores os benefícios que a indústria do petróleo proporciona ao Estado do Rio de Janeiro e aos Municípios diretamente ligados a esta produção e também as conseqüências danosas no caso de faltarem os recursos necessários para o desenvolvimento social, urbano e ambiental provido por estes “ROYALTIES”.

Abertura: A Plataforma da Produção.

Conhecimento, coragem, força e determinação. Uma plataforma de extração de petróleo é como um grande conjunto de engrenagens que forma um motor perfeito. Desta estrutura partem homens bravos e suas máquinas maravilhosas que, como um cardume em deslocamento, vai até o limite de suas forças para conseguir extrair do fundo do mar azul o ouro negro e líquido que vai impulsionar o nosso desfile.

Abrimos o nosso desfile com a frenética produção e toda a operação em alto mar para a extração, transporte e refino do petróleo que é a mola mestra da aquisição dos dividendos sociais e financeiros que mostraremos.
Plasticamente reproduziremos as Plataformas com o vai e vem de veículos de transportes, o trabalho insalubre e também as refinarias transformando o OURO NEGRO em produtos para a comercialização.

Setor 1: Produtos Petrolíferos.

O mundo é um ser vivo, é como uma máquina que precisa se manter lubrificada para o bom funcionamento. O petróleo é o sangue que movimenta esse ser, esse “ecossistema” onde tudo é interligado. Cada parte trabalhando pelo bem do todo: desde o transporte deste ouro líquido e negro até o processamento e, posteriormente, o escoamento e a utilização dos produtos gerados a partir dele.

Neste setor abriremos o leque de possibilidade de produtos e suas aplicações no nosso cotidiano.
Os combustíveis que movem grande parte da economia do País pelas estradas, ferrovias, espaço marítimo, fluvial e aéreo. O uso dos materiais plásticos e suas variantes, borrachas sintéticas e componentes químicos e suas utilidades. Tudo isso visando à importância destes industrializados no nosso dia a dia, sem que nos apercebamos dos mesmos. É uma demonstração da inegável versatilidade destes derivados do petróleo.

Setor 2: Mão de Obra da Indústria Petrolífera

O petróleo gera o progresso, estimula o crescimento e o alcance de novas tecnologias. Faz-se necessária a formação e o aperfeiçoamento profissional. Impulsiona o saber para o bem fazer, como uma grande corrente que gira como força motriz do ciclo “conhecimento – aplicação –produtividade – riqueza”.

Com a expansão desta indústria e a demanda cada vez maior da produção, o interesse na formação de profissionais dedicados a essa área tem se tornado o foco das empresas diretas e indiretamente ligadas ao setor para suprir as lacunas do crescimento exponencial das mesmas.

A Indústria Naval “OFF-SHORE” absorve metalúrgicos, técnicos em eletrotécnica e eletrônicos, profissionais em áreas de hidráulica, cientistas e pesquisadores de materiais e produtos são alguns dos muitos profissionais requisitados. Como dito antes, operários, técnicos e acadêmicos também apóiam como satélites toda a produção.

Começam assim as vantagens desta demanda, pois o investimento na formação destes especialistas cria toda uma teia de pessoas dedicadas a ensinar e aplicar seus conhecimentos para o progresso e excelência destes profissionais sempre tão exigidos. Traduzindo em melhores aplicações dos recursos diretos e indiretos, obviamente beneficiam os que se dedicam a tal, melhores salários e condições de vida.

Os municípios e as cidades também se preparam para receber o alvo desta demanda provocando um crescimento demográfico que tem de ser atendido em seus anseios e necessidades, os quais, nos próximos setores serão vistos.

Setor 3: Educação, Esporte, Lazer e Inclusão

O progresso proporciona o direito à cidadania. Para o bem viver, mens sana in corpore sano. Cidades que respeitem o cidadão e lhes dê acesso ao saber, a Arte, cultura, esporte, saúde e oportunidade de uma vida digna e feliz.

Dando continuidade aos processos de melhoria de vida nos logradouros em desenvolvimento a aplicação dos recursos do petróleo vão em direção ao social. O dinamismo dos trabalhos dessas comunidades exige iniciativas que facilitem a população.

A criação de creches, a melhoria do ensino: básico, médio e superior vira prioridade. Aliado a estas demandas, o esporte e o lazer complementam as ações educacionais e independentes, projetos nas áreas artísticas como: dança, teatro, artesanato entre outros, potencializam novos talentos promovendo uma perspectiva mais otimista para o futuro. Outras ações a serem citadas direcionam-se a terceira idade com a oportunidade de alfabetização e campanhas para a melhoria da saúde e incentivo ocupacional criando cooperativas e associações de várias ordens, gerando oportunidades àqueles que já não se encontram no mercado de trabalho formal e lícito.

Setor 4: O equipamento Urbano e a preservação do Patrimônio Histórico

Cuidar do que é nosso, preservar o passado para melhor construir o futuro. Não podemos perder a poesia de ver os barcos voltando ao final da tarde depois de um dia de pesca. O puxar ritmado das redes, comprar o peixe na beira da praia. Ter o prazer de um mergulho num recife de corais. O passeio na antiga praça, o namoro em frente ao coreto. O bucólico repicar dos sinos da Igrejinha ou apenas apreciar as sacadas dos antigos casarios em total harmonia com as modernas construções. Passado preservado, presente garantido e futuro promissor através dos investimentos proporcionados pelos recursos do petróleo que impulsionam o turismo e o crescimento das cidades sem detrimento de sua história promovendo o progresso com qualidade.

As prefeituras das cidades beneficiadas acabam por priorizar também as obras de infra-estrutura para melhorar o Equipamento Urbano. Água, esgoto, energia elétrica, asfalto e todo o processo de modernização local encontram o aporte financeiro para a sua realização. Como conseqüência o conforto urbano abre novas oportunidades de negócios. O incentivo ao turismo é reforçado pelo esforço conjunto na preservação de locais e construções históricas já que a região costeira do norte do estado é bastante representativa do período colonial brasileiro.

As tradições de subsistência das regiões também são incentivadas como é a pesca artesanal, com melhores meios de escoamento da produção e construção de equipamentos como: mercados, feiras cobertas, docas, entre outros, além do atrativo das praias e vales pacatos muito freqüentados nas altas temporadas e feriadões.

Setor 5: Serviço de Utilidade Pública

Nosso desejo e nossa esperança é a de que os royalties do petróleo continuem a ser usados para a maior infra-estrutura das cidades. Saúde, segurança, coleta de lixo, preservação do espaço urbano, são apenas alguns dos aspectos cobertos com os recursos advindos desta compensação financeira aos municípios que produzem ou beneficiam esta riqueza.

O aumento proporcional da população demanda mais atenção das prefeituras com os cidadãos. Os implementos de saúde com novos ambulatórios, hospitais e unidades de pronto atendimento (UPA) aos poucos conferem mais qualidade e variedade de especialidades, conferindo a estes locais a independência sobre outros municípios, principalmente, ao Rio de Janeiro Capital.

A segurança envolvendo a policia local e estadual também desfruta de investimentos em instalações mais bem equipadas, veículos modernos, novos pontos de apoio para a população em geral e aos turistas, além da manutenção do equipamento existente. Não podemos nos esquecer também da formação de novos profissionais nas áreas já citadas.

O cuidado com o parque urbano também passa pela eficiência na limpeza com um serviço mais dinâmico da coleta de lixo e na preservação dos parques e jardins, aliando este último ao patrimônio arquitetônico, confere ares de total organização urbana que todas as cidades buscam em suas administrações.

Setor 6: Produção Ambiental e o Caos

Como crescer e, ao mesmo tempo preservar? Como explorar sem destruir? Como manter o equilíbrio desse enorme e ao mesmo tempo frágil ecossistema que engloba o mar e a terra? Tirar do fundo o ouro negro sem macular o oceano que o acolhe. O respeito à exuberante natureza que tudo nos proporciona. Esse é o grande enfoque. Essa é a meta a ser alcançada. Essa é a nossa luta!

Um dos primeiros princípios para a criação dos repasses dos direitos aos municípios produtores ou beneficiados está ligado diretamente à preservação e contenção de qualquer acidente ambiental. O investimento nesta área passa pela pesquisa e aprofundados estudos do ecossistema local gerando regras capazes de dar contenção e minimizando os danos de algum infortúnio. São biólogos, geólogos, oceanógrafos e toda uma série de profissionais focados neste frágil equilíbrio na terra e no mar. Os estudos desse manancial de vida passam pela catalogação de espécies vivas, gerando um banco de dados e de preservação genética “in vitro” para desenvolvimento imediato e futuro caso um dia, isso seja necessário.

Conclusão:

Todo potencial de propriedade e crescimento dos municípios e do próprio Estado do Rio de Janeiro está ameaçado caso os recursos dos “Royalties” advindos da produção petrolífera venha a faltar.
Esse desenvolvimento dos municípios está diretamente ligado aos proventos que geram no mínimo a manutenção dos projetos já existentes.

Sendo direto, grande parte dos municípios simplesmente faliria por não ter como gerar outras fontes de captação capazes de suprir os custos de suas obrigações com o seu chão e sua população.
Algumas cidades maiores estariam em problemas sérios nos campos, principalmente nos serviços de segurança pública e saúde, fora a deteriorização do equipamento urbano, já que não haveria o investimento necessário para a manutenção nem do que já existe.

Finalmente, incluindo um provável, porém indesejável desastre ambiental tomaria proporções muito maiores por não ter no primeiro momento como se mobilizar de forma rápida e eficiente, o projeto de contenção pré-estabelecido.

É uma situação de grande apreensão onde o Estado do Rio de Janeiro e muitas cidades e municípios se encontram. A incerteza toma conta de todos nós e é mais do que louvável levantarmos esta bandeira contra essa injustiça, pois nosso povo muito já fez para crescer com afinco, paixão e trabalho. E não é justo que agora nos tirem a esperança de dias melhores que aos poucos tem se desenhado no horizonte das nossas vidas.

A Acadêmicos do Grande Rio em 2013, assim como toda a comunidade de Duque de Caxias, se une a todos os Municípios produtores de Petróleo e em uníssono conclama sua indignação contra o desrespeito de que estamos sendo vitimados.

Temos orgulho de ser brasileiros, amamos o RIO e vamos à luta!

Roberto Szaniecki
Carnavalesco

sábado, 21 de julho de 2012

Imperatriz promove feijoada no próximo dia 29


foto:divulgação







 A escola de samba Imperatriz Leopoldinense promoverá sua tradicional feijoada no próximo dia 29 de julho, a patir das 12h.
 Na ocasião, a verde e branca de Ramos realizará a gravação dos sambas-enredo concorrentes ao hino oficial da agremiação, para 2013, com participação especial da bateria de mestre Noca.
 Vale lembrar que o evento terá entrada franca!
fonte: srzd carnaval

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Confira a sinopse da Alegria da Zona Sul para 2013



“QUEM NÃO CHORA, NÃO MAMA…”
 Confetes coloridos caem como gotas de chuva do céu. As serpentinas, frágeis tiras de papel
se enrolam entre nós dois e dessa forma ficamos cada vez mais próximos. Eu sou o seu
pierrot e você a minha colombina mágica e misteriosa no seu vestido de bolas pretas. Assim,
nasceu a ideia do nome do cordão de carnaval mais antigo do Rio de Janeiro e tudo isso
começa lá na virada para o ano de 1918, em pleno réveillon carioca!
 Jovens esportistas e alguns nem tanto, na sua maior parte associados do Clube dos 
Democráticos todos com o mesmo gosto pela cerveja gelada, mulher bonita e simples 
diversão no carnaval, capitaneados pelo senhor Álvaro de Oliveira mais conhecido como 
K. Veirinha ou Trinca Espinha e um senhor de nome Chico Brício, se juntam pelos bares da 
Galeria Cruzeiro e contra a nova ordem do chefe de polícia, (o mesmo do samba “Pelo 
telefone” do saudoso Donga) que queria proibir com cassação e até mesmo prisão, os 
grupos e cordões que perturbassem a ordem pública, criam o cordão, inicialmente com um 
baile “Maxixético e rebolativo!”- assim dizia no convite, na sede alugada do Clube dos Políticos, 
na rua do Passeio. Mais tarde o cordão saia pelas ruas da cidade, em calhambeques antigos 
e o povo fantasiado, cantado sem parar.
Primeiro as grandes sociedades e corsos frequentada pelas camadas mais ilustres, 
depois a pequena burguesia que se contentava com os ranchos e o seu lirismo romântico. 
 E para os pobres e negros o que sobrava? A farra, os blocos e cordões que arrastavam o povo 
pelas ruas estreitas dessa cidade!
  Nos cafés o charme das madames e o galanteio dos elegantes cidadãos. Nos salões Sinhô 
era sucesso, assim como a polca e o samba chorado. Em terreiros, já se ouvia os bons partidos 
de samba de batuque e o anúncio de que vinha coisa boa por aí. Daí para ficar tudo mais gostoso,
tinha o glamour dos anos 20 que arrebatava os poetas e cantadores. Começava a se sentir que 
a cadência do samba também combinava com o jeitinho francês, que invadia esse Rio de Janeiro de 
meu Deus! Juntando tudo isso e ainda mais a frenética cultura que fazia a cidade ferver e borbulhar… 
pronto, é igual a fórmula do sucesso: um bloco de rua!
Não qualquer bloco! Era o bloco carnavalesco Cordão da Bola Preta. E os jovens queriam apenas
fundar um cordão chamado “Só se bebe água”. Mas, inspirados no vestido da tal colombina que
deixou o pierrot a ver literalmente navios, mudaram de nome. E ganharam a fama e o amor de
todos os foliões que se tornaram “bolapretenses”.Assim que inaugurado, em princípio, só saía 
no carnaval. Depois, começou durante todos os anos muito badalo, farra e alegria nas dependências 
muito bem frequentadas do clube. Feijoadas concorridas, festas de batuque, bailes dançantes, 
shows musicais com cantores da época, concursos de todos os tipos. O Bola Preta era o 
point predileto da dita boa e formosa sociedade carioca, ali se vivia o melhor samba, a pura 
diversão e uma tal felicidade rasgada, sem fronteiras nem eiras, mas sempre mantendo os bons 
costumes pedidos do salão.
 Os anos vão sendo contados através dos carnavais brincados. E quando chegava a festa de 
Momo, ahh, ai sim, o bloco vinha pra rua, com tudo que tinha direito! Havaianas com 
saruel coloridos e flores de lisolene se encontravam com piratas de capa e espada, mas 
sem olho de vidro e perna de pau. Tirolesas com suas perucas louras não necessariamente andavam
com alemães, víamos muitas de braços e laços com caveirinhas enfezados. Diabinhos travavam
guerras de lança perfume com românticos dominós. Os bate bolas multicoloridos metiam 
medo nas crianças fantasiadas de anjinhos e palhaços de fita. Já os índios, batiam martelos
de plástico na cabeça das melindrosas que só queriam cantar e se divertir ao som da banda 
carnavalesca que tocava sem parar.
 Os instrumentos de sopro, acorde e percussão se juntavam e orquestravam as mais famosas 
marchinhas, eram os grandes sucesso das rádios de todo o país, o Bola influenciou até as 
marchas que ficariam ou não famosas na MBP da época. Senhoras de leque na mão se 
abanavam, homens mais recatados não deixavam perder o tom. Assim ficamos sabendo 
que a jardineira estava triste com a camélia que caiu do galho, deu dois suspiros e depois 
morreu. Oh abre alas que eu quero passar. Ai mamãe, dá logo à chupeta pro neném não 
chorar! Allah-lá-ô, Allah-lá-ô, ôô, mas que calor ô ô. Era um rio de 40 graus, ou mais. E ei você ai, 
me dá um dinheiro aí?
 Ô nega do cabelo duro, qual é o pente que te penteia? O teu cabelo não nega mesmo, mas me 
diz, qual é o pente que te penteia, hein? Taí eu fiz tudo pra você gostar de mim…Nessa cidade 
maravilhosa, cheia de encantos mil, cidade maravilhosa que até hoje é o coração do meu Brasil.
Assim o bloco ia pelas ruas do centro da cidade arrastando multidões. Homens se vestem 
de mulher, mulher vira valentão, a imaginação é liberada e a criatividade é premiada para quem 
ganhar o concurso do mais original folião. Lindas decorações compunham o cenário 
das ruas do centro e imediações da Cinelândia, local de partida dos desfiles do bloco, para o 
deslumbre visual.Era dar um beijo apaixonado na sua amada e olhar para o céu e admirar os 
estandartes que enfeitavam as ruas. Era dar um gole na alegria, na ilusão, na bebida e admirar 
o colorido da decoração. Desciam do céu lindos adornos que emolduravam a folia, tal qual caricatura 
ou charge . Ou um quadro de algum pintor famoso da época.
 E se fossem estandartes afro? E se “Yemanjá e seu espelho – O bairro do pelourinho na Bahia” 
tivessem vencido o concurso? Fernando Pamplona e Nilson Pena tiveram sua ousadia reprimida 
ao participarem do concurso da prefeitura. Caretice. Tolice. Vai entender a política ou pensamento 
de quem reprime? Afirmaram que o folclore nacional era indigno de ser decoração. O que é o Bola, 
afinal, senão folclore diverso da alegria etílico-momesca nacional? Mas depois isso, tudo foi 
revisto e eles acabaram ganhando o concurso e mais tarde Pamplona traz toda a sua inspiração 
para o desfile do Acadêmicos do Salgueiro.
 Mas nem com toda polêmica o Bola Preta deixou de passar! Muito confete caiu ao longo desses 
anos, muita água de cheiro se jogou e o arlequim continua chorando pelo amor da colombina no
meio da multidão. Hoje, o bloco arrasta mais de dois milhões de foliões pelas ruas dessa cidade, 
nas manhãs de sábado de carnaval.
 Turistas que tentam registrar com suas máquinas ou celulares, essa transe que acontece com os 
foliões do bloco Cordão da Bola Preta. Crianças brincam sem parar, os mais jovens vão para 
se ajeitar com as “gatetes” do momento, artistas e políticos não podem deixar de frequentar e os 
velhos não ficam sentados, se animam, se levantam e vão sambar!
É uma catarse, uma overdose de alegria, que junta sambistas com animação e suor. E o querido 
Bola que surgiu de um protesto contra uma proibição, virou patrimônio histórico cultural da cidade 
do Rio de Janeiro. Dessa forma, no seu desfile de folia, trabalhadores se libertam das regras do 
seu dia a dia e investem naquela paquera, acompanhados pela estúpida cerveja gelada. Os 
doidos camelôs tentam ganhar os últimos trocados para os momentos da festa profana. É uma 
procissão, diria uma comunhão de alegria, com hora para começar e terminar ao som da Banda 
Show e o lema de fazer e incentivar o carnaval de rua e não deixar a música popular brasileira morrer. 
 É mais que um bloco, é um manifesto sócio cultural que une, congrega, aclama e propaga a paz o 
amor e a folia! Assim o Bola se torna o maior representante desse jeitão irreverente de ser carioca!
 Rainhas famosas são coroadas, princesas garbosas reinam nos quatro dias de festejo e o Grêmio 
Recreativo Escola de Samba Alegria da Zona Sul nesses 20 anos de sua existência e resistência 
ao verdadeiro carnaval carioca, tem a honra de contar e homenagear em tema de enredo, 
os 95 anos de história do bloco carnavalesco Cordão da Bola Preta, a mais antiga instituição 
do carnaval carioca.
 Hoje, com licença da nossa respeitada velha guarda, as nossas baianas rodopiaram com mais garra, 
mulatas e passistas formam o famoso triangulo com pandeiros, tão esquecido nos desfiles de escola 
de samba e todos se juntam para homenagear o querido Bola. E nós anônimos, porém 
animadíssimos foliões cariocas, vamos cantar em alto e bom som que:
 “Quem não chora não mama, segura meu bem a chupeta. Lugar quente é na cama, ou então 
no Bola Preta. Vem pro Bola meu bem com alegria infernal. Todos são de coração, todos 
são de coração foliões do carnaval! Sensacional!”- (Nelson Barbosa/Vicente Paiva – 1962)
 Para todos que acreditam na resistência do carnaval carioca, do tema de enredo folião acima
de qualquer dinheiro e para aquele que quebrou as regras dos desfiles das escolas de
samba na cidade do Rio de Janeiro, Fernando Pamplona.
Texto e pesquisa : Eduardo Gonçalves
Agradecimentos e colaboração : Eduardo Nunes, Fábio Fabato e Vinicius Ferreira Natal.
fonte: rotadosamba.com